Era dos Aplicativos: A Resposta Na Palma da Mão

Desde que os smartphones se tornaram os principais tipos de telefones usados no mundo, desenvolvedores de produtos e serviços digitais se dedicam avidamente à criação de aplicativos que se tornem essenciais na vida dos usuários.

O resultado não poderia ser outro senão o que temos hoje: milhões de apps disponíveis para Android e iOS, capazes de solucionar ou, pelo menos, ajudar a solucionar, qualquer problema que alguém possa ter.

Streaming
Audiência do Streaming em Smart TVs supera a TV Paga em maio (Imagem: Reprodução)

Quer gerenciar todos os seus recursos financeiros? Tem app para isso. Precisa perder 5 kg em 3 dias? Tem aplicativo para ajudar com isso também.

Onde existir demanda, existirá um aplicativo para atendê-la. Até mesmo onde já existem outras soluções.

Um exemplo bem claro é a movimentação que lojas como Magazine Luiza, Americanas, Mercado Livre e diversas outras gigantes realizaram em direção à criação de seus próprios apps. 

Cada uma com a devida orientação de sua agência de marketing digital, aliada à sua equipe interna, destinou esforços, tempo e dinheiro para criar um aplicativo que pudesse ser executado nos smartphones de seus clientes, mesmo já possuindo um site com a mesma funcionalidade.

Emissoras de televisão, bancos e outras companhias gigantes, como os Correios, seguiram o mesmo caminho.

Os motivos?

A possibilidade de coletar dados, de captar e re-captar clientes, e de serem vistos o tempo todo, na palma da mão, do seu público alvo.

Os resultados podem ser mais impactantes do que se imagina.

Dados da Apptopia revelaram que, em 2022, a receita total do mercado de aplicativos foi de mais de 3 bilhões de dólares, e a tendência é crescente, permitindo que tanto desenvolvedores quanto empresários e usuários possam se manter otimistas em relação ao tema.

Os Mais Utilizados

Sem sombra de dúvidas, os principais aplicativos da atualidade são os que envolvem algum tipo de conexão social e/ou entretenimento

WhatsApp, Telegram, Facebook, Instagram, Twitter, Youtube, TikTok e Twitter são alguns dos que figuram na lista dos 20 mais baixados, no mundo, em 2022.

Estes, além de estarem instalados em uma parcela gigantesca dos smartphones ao redor do globo, também são os responsáveis pela maior parte do tempo em que as pessoas estão com seus aparelhos nas mãos.

No Brasil, cada usuário de smartphone passa, em média, 5,4 horas utilizando aplicativos (dado da data.ai, sobre 2021).

Jojo Todynho tem número de celular exposto na Globo
Jojo Todynho tem número de celular exposto na Globo (Imagem: Reprodução / Globo)

Os Mais Úteis

Além do entretenimento e da comunicação, há alguns outros tipos de aplicativos que se tornaram essenciais na vida dos seus usuários porque facilitam, adiantam, orientam e resolvem diversas questões através de alguns toques na tela do smartphone.

O aplicativo Preço do Gás, que coleta e disponibiliza preços de fornecedores do produto e permite que seus usuários descubram, em poucos cliques, onde comprar com o máximo de economia, ou o Ache no Bairro, que ajuda as pessoas a encontrarem produtos e serviços nas redondezas, são bons exemplos.

Aplicativos que envolvem gerenciamento financeiro também estão no topo dos que geram valor, economia de tempo e facilidades para seus usuários.

Tanto para quem precisa acompanhar, em tempo real, informações sobre as bolsas de valores, cotações de moedas e rendimentos de investimentos mais simples, com base no CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou CDB (Certificado de Depósito Bancário).

Já quanto para usuários comuns, que precisam realizar movimentações convencionais, como pagamento de contas e transferências.

Globalmente, os downloads de aplicativos financeiros, em 2022, aumentaram 28% em relação ao ano anterior, para 5,9 bilhões.

As estrelas em ascensão no Brasil em 2021 foram players como Banco PAN , iti Itaú: pagar e receber, C6 Bank, Nubank e Bitz – que se classificaram entre os 5 primeiros em downloads de sucesso entre os aplicativos financeiros no iOS e Google Play.

Futuro

A previsão para os apps é que continuem se tornando cada vez mais úteis no que tange gerenciamento da vida, como um todo, e na percepção de oportunidades (como compras, por exemplo).

Redes e aplicativos sociais podem continuar mudando de nome, de funcionalidades, de donos e até de formato, mas continuarão sendo os responsáveis pela maior parcela de tempo dos usuários conectados.

Games, assunto não abordado neste conteúdo, merecem uma matéria completa sobre eles, já que estão cada vez mais relevantes, tanto no contexto do digital quanto no geral da sociedade atual.

A mão invisível

Por último, mas não menos relevante, é importante lembrar aos usuários que o aproveitamento dos apps é uma via de mão dupla e, se os principais aplicativos da atualidade são gratuitos, não é de se esperar que eles realmente não tenham nenhuma contrapartida por parte de quem os utiliza.

Não existe almoço grátis. 

Os dados cada vez mais relevantes dos usuários são o que  há de mais precioso para cada uma das empresas que desenvolve e fornece aplicativos (em especial, os gratuitos).

Então, é importante se certificar de só baixar apps seguros e verificar se, realmente, se está de acordo com as permissões que estão sendo solicitadas em troca da utilização do aplicativo, afinal, segurança é algo que não se negocia.

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