Ex-piloto de F1, Nelson Piquet organizou um acervo privado com carros de corrida históricos, reuniu relíquias e revelou modelos raros de sua trajetória
O piloto Nelson Piquet mantém em Brasília uma coleção privada que mistura carros clássicos, superesportivos, protótipos e veículos de competição ligados à história do automobilismo.
Registros recentes da garagem mostram cerca de 40 automóveis, além de peças raras que atravessam diferentes épocas.
O tricampeão mundial de Fórmula 1 não trata o acervo apenas como exposição.
Segundo relatos da própria família, a ideia é manter os carros em funcionamento para que possam ser usados, preservando a experiência mecânica e não somente o valor de coleção.
Acervo inclui carros de Fórmula 1 e protótipos
Uma visita em vídeo à garagem mostrou áreas dedicadas a carros históricos de Fórmula 1 e protótipos, o que ajuda a conectar diretamente o acervo à trajetória profissional de Piquet.
O ex-piloto disputou a F1 entre 1978 e 1991 e conquistou os títulos de 1981, 1983 e 1987.
Ao longo da carreira, passou por equipes como Brabham, Williams, Lotus e Benetton.
Além dos carros de corrida, a garagem preserva modelos de rua raros, formando um conjunto que representa tanto a carreira nas pistas quanto a paixão de Piquet por engenharia e desempenho.
BMW de James Bond divide espaço com Ferraris e McLaren
Entre os carros citados está uma BMW Z8, modelo que ganhou fama mundial ao aparecer no filme 007: O Mundo Não É o Bastante, de 1999.
A coleção também reúne Ferrari 308 GTB, Ferrari Dino, Rolls-Royce Ghost, Porsche Carrera GT, Ford GT e McLaren MP4-12C.
Entre os clássicos estão Jaguar E-Type, Jaguar XK 120, Morgan Aero 8 e BMW M3 E36.
Kombi de 420 cv mostra lado pouco convencional da garagem
Nem todos os projetos seguem a lógica de raridade original.
Uma Kombi recebeu motor turbo, direção hidráulica e preparação para chegar a aproximadamente 420 cv. O veículo pode atingir perto de 200 km/h.
Outro destaque citado em visitas recentes é um Fusca alemão de 1951, tratado como peça de alto valor entre colecionadores.
A garagem também possui um Rolls-Royce de 1926, próximo de completar um século.
Manter esse conjunto em uso exige uma rotina própria de manutenção.
Registros da coleção indicam uma equipe dedicada a preservar os veículos em condição de funcionamento, reforçando a ideia de que Piquet prefere carros utilizáveis a peças estáticas.

Coleção de carros de Nelson Piquet (Reprodução / SlickGT)
Décadas depois de deixar a Fórmula 1, a garagem funciona como extensão de sua história nas pistas.
Ela reúne memória esportiva, engenharia e gosto pessoal em um acervo que vai de carros de competição a clássicos improváveis.
A dimensão do acervo também explica a estrutura necessária para conservá-lo.
Visitas recentes mencionam cerca de cinco profissionais dedicados à manutenção dos veículos, uma operação que permite colocar clássicos e supercarros para rodar sem transformar a coleção em um museu fechado.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_

