Exclusivo: Day Mesquita celebra retomada de Amor Sem Igual e parceria com a Record

Day Mesquita
Day Mesquita, a Poderosa de Amor Sem Igual, comenta retomada das gravações na Record em entrevista exclusiva ao RD1 (Imagem: Divulgação)

Na última segunda-feira (10), a Record retomou as gravações de Amor Sem Igual, interrompidas por conta da pandemia de coronavírus. Os capítulos inéditos da novela de Cristianne Fridman prometem fortes emoções para Poderosa / Angélica, a protagonista defendida por Day Mesquita. O RD1 bateu um papo com a atriz, sobre a volta aos estúdios e os muitos protocolos de segurança necessários para a volta ao trabalho. Também a respeito da carreira e do período de isolamento social. Confira!

RD1 – Amor Sem Igual saiu de cena durante a “virada” de Poderosa / Angélica. Quais são suas expectativas para o retorno com relação à trama e esse novo momento de sua personagem?

Day Mesquita – A novela parou numa fase de auge da trama, em que as histórias estavam sendo desvendadas, começando a entrar num caminho de resolução dessas tramas. São momentos aguardados pelo público desde o início da novela e acho que será incrível quando essa busca por justiça, que a Poderosa tanto procura, começar a acontecer. A história com Miguel, como vimos no teaser com cenas dos próximos capítulos, também promete muitas reviravoltas. Estou na expectativa tanto quanto o público! Já estou relendo os capítulos e estudando algumas cenas e estou ansiosa para retomarmos esse trabalho!

RD1 – A Record estabeleceu diversos protocolos de segurança para a retomada das gravações. É possível adiantar quais mudanças estão em curso? O que espera deste “novo normal” nos estúdios de TV?

Day Mesquita – A gente recebeu um protocolo. Eles estão reformulando o complexo dos estúdios para segurança de todos. Todo mundo vai fazer exames antes de voltar, todos estarão de máscara e com todo o equipamento de proteção necessário. Hábitos como a medição da temperatura na entrada também serão implantados. As cabines de maquiagem e troca de figurino serão adequadas de forma que o uso seja feito individualmente, também não será mais permitido o manuseio de folhas de papel. Essas são algumas das mudanças que nos informaram que acontecerão, mas acredito que descobriremos muito também na prática.

RD1 – No Instagram, você compartilhou imagens de uma videoconferência com o elenco de Amor Sem Igual. De que forma essa interação durante a pausa contribui para o retorno aos estúdios?

Day Mesquita – A princípio foram feitas reuniões para passar os protocolos de segurança, falar das mudanças que serão feitas, e tirar as dúvidas que pudessem surgir. Até esse momento essas foram as interações que tivemos. Ainda não sabemos se teremos outras interações como essas para leituras ou preparações específicas. Mas acho que é super importante usarmos a tecnologia a nosso favor. Antes mesmo da pandemia, já havia estudado texto com atores e também com preparador de elenco através de vídeo-chamadas. Acredito que podemos otimizar o tempo e o trabalho, ainda mais em um momento como esse que estamos vivendo.

RD1 – Este é seu primeiro trabalho com a autora Cristianne Fridman e a terceira parceria com o diretor Rudi Lagemann. Como tem sido esta parceria?

Day Mesquita – Eu acredito que essa seja até a quarta parceria com o Foguinho (como é mais conhecido nosso diretor Rudi Lagemann), ele também dirigiu algumas diárias do filme Nada a Perder. Nossa parceria sempre foi muito bacana desde o primeiro trabalho, mas acredito que em Amor Sem Igual tenha se consolidado ainda mais. Ele sempre teve a visão geral de tudo muito bem definida e detalhada, e as conversas, o entendimento e a troca para a construção e desenvolvimento ao longo do trabalho foram muito importantes. Sempre confiei e admirei muito o trabalho dele. A convivência e a confiança mútua criaram um laço ainda maior também de carinho e amizade e sou muito feliz e grata por isso.

A parceria do Lagemann com a Cristianne em Topíssima já tinha sido de sucesso! Acompanhei alguns capítulos da novela, me prendeu muito. Foi uma alegria saber que trabalharíamos juntas em Amor Sem Igual. O texto dela é muito bom, essas viradas de personagens e sacadas na trama são algumas das ótimas características dela. E tudo isso aliado à direção geral do Foguinho, são um grande alicerce na solidez desse trabalho para mim.

RD1 – A temática de Amor Sem Igual, no que tange à prostituição, não é comum em folhetins da Record. Há, na imprensa, o disse-me-disse sobre orientações da Igreja Universal do Reino de Deus na dramaturgia. Esta suposta intervenção chega até os atores?

Day Mesquita – Amor sem Igual, desde o princípio estava sendo pensada para este horário, ou seja, não era uma trama que passaria 22h/23h, já com outro tipo de classificação etária. Embora ela tenha um pano de fundo a história de vida da Poderosa, que é uma história sofrida, ela é uma novela leve e pensada dessa forma. O filme Uma Linda Mulher, por exemplo, conta a história de uma prostituta mas com essa proposta light e divertida, menos literal no que diz respeito às cenas de prostituição, foca muito mais na história de amor, no humor… Dito isso, por diversas referências eu sabia que era super possível abordar assuntos densos numa novela mais cedo. E levando em consideração o fato do horário para que ela foi escolhida, e sua própria sinopse e roteiro, não imagino muito porque se teria um grande dilema em como seria conduzido.

RD1 – Sua passagem pela Record inclui tipos distintos como a vilã Yunet, de Os Dez Mandamentos (2015), e Poderosa / Angélica. Além, claro, de Ester no filme Nada a Perder (2019). Como avalia sua passagem pela casa e quais tipos espera defender em seus próximos trabalhos?

Day Mesquita – A Record é uma casa que sempre me recebeu de braços abertos, apostou e confiou no meu trabalho me dando grandes oportunidades e grandes personagens, a minha gratidão por eles e por tudo o que tem acontecido na minha carreira nos últimos tempos é enorme. Acredito que quanto maior o desafio em um trabalho, maior pode ser a oportunidade de aprendermos e crescermos com isso, e a cada personagem que me foi confiada por eles, pude e continuo me dedicando e fazendo o possível para aprender e crescer na minha profissão, e acho que isso vai estreitando cada vez mais os laços de parceria e confiança entre a emissora e o meu trabalho. Espero que continue recebendo personagens que me desafiem onde eu possa me empenhar e continuar aperfeiçoando meu trabalho.

RD1 – Você trabalhou em praticamente todas as emissoras de TV aberta, com destaque em novelas da Band, do SBT e da Globo. O que ressaltaria destes trabalhos e de sua relação com tais canais?

Day Mesquita – Minha trajetória por todos esses canais foi muito importante na minha carreira. Cada trabalho, cada equipe e cada emissora tem sua particularidade, seu ritmo.

A Band foi meu primeiro contato com a TV, eu e mais alguns outros atores estávamos em nosso primeiro trabalho e era uma novela musical, infanto-juvenil, era uma delícia fazer! Era tudo muito novo para mim mas fui muito feliz naquele trabalho, aprendi demais! Fui muito bem amparada, direcionada e recebida por todos, o que tornou um trabalho mais que especial para mim.

O SBT é uma emissora com um ambiente que me era muito familiar, o Del Rangel (mesmo diretor de Dance Dance Dance, na Band) quando foi para lá levou praticamente a mesma equipe com ele, o que para mim foi ótimo, já que estava encarando o desafio da minha primeira protagonista. Já estava muito entrosada com todos e isso me deu um apoio muito grande nesse trabalho.

A primeira passagem pela Globo foi em Cheias de Charme, uma novela de enorme sucesso na época, e eu entrei com a novela já tendo estreado há algum tempo. Eu tinha acabado de me mudar para o Rio, e então surgiu essa grande oportunidade. Foi uma fase de muitas mudanças que consolidaram muitas coisas na minha vida pessoal e profissional. Foi o trabalho de maior visibilidade que eu já tinha feito até então, e estar nesse trabalho foi uma forma de entender que estava sendo bem recebida tanto pela cidade, quanto pelas pessoas do meu meio de trabalho. Conheci muita gente e trabalhei com grandes artistas que eu já admirava muito. Eu sou muito grata por todo esse caminho que percorri e pelas emissoras que passei.

RD1 – Durante a quarentena, vários artistas apostaram em apresentações online; alguns, optaram pelo recolhimento. Como você enfrentou este período longe do trabalho?

Day Mesquita – Já passei por algumas fases diferentes durante esse tempo de processo que estamos vivendo, mas de uma maneira geral, tenho procurado estar mais conectada comigo, com minha saúde física e emocional. Tenho feito exercícios físicos diariamente e aulas de yoga, também tenho assistido mais séries e filmes. Voltei a ler mais, iniciei um curso de interpretação, voltei às aulas de inglês (tudo virtualmente), fiz algumas lives e voltei a desenhar e pintar como uma maneira de terapia para tentar deixar os dias um pouco mais leves, já que estamos vivendo esse momento de incertezas e tristeza por tudo o que está acontecendo no país e no mundo.

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Duh Secco é “telemaníaco” desde criancinha. Em 2014, criou o blog “Vivo no Viva”, repercutindo novelas e demais atrações do Canal Viva. Foi contratado pela Globosat no ano seguinte. Integra o time do RD1 desde 2016, nas funções de repórter e colunista. Também está nas redes sociais e no YouTube (@DuhSecco), sempre reverenciando a história da TV e comentando as produções atuais.