Fernanda Gentil
Fernanda Gentil causou polêmica com declarações (Imagem: Reprodução / Globo)

A jornalista e apresentadora Fernanda Gentil deu uma excelente entrevista ao jornal Folha de S.Paulo na coluna da Mônica Bergamo, através do repórter Bruno Soreggi.

Fernanda abriu seus sentimentos de uma forma inimaginável. Falou sobre muita coisa incluindo ali seu relacionamento homoafetivo com uma jornalista contando das dificuldades da relação. Ela foi dura e seca chocando aqueles que não admitem que se diga que o relacionamento entre gays tem a mesma problemática dos héteros, pois todos são da raça humana e as relações entre pessoas são complexas.

As redes sociais foram de grande crueldade com Fernanda Gentil, até sobre a maneira como ela explicou a educação de seu filho e que gostaria que ele não fosse homossexual pelos problemas que passaria.

A classe LGBT antes de agredir Fernanda Gentil deveria entender aquilo que os mais velhos sabem há muito tempo. Ninguém escolhe ter uma relação homoafetiva como se escolhe pela pessoa ser gorda ou magra, loira ou morena ou alta ou baixa. Da mesma maneira que um homem tem o desejo de ter uma relação com uma mulher, este desejo vem de dentro da pessoa por instinto. E uma mulher quando se apaixona pela outra também é por instinto e não por escolha.

Conheço muitas mulheres casadas que não se separam por razão social mas que tiveram instintos de paixão por outras mulheres e mantêm uma relação paralela ao casamento. Assim como conheci homens que estavam casados e que tiveram um instinto tão grande por outro homem que abandonaram o casamento pela mulher e estão com outro homem até agora.

Fernanda Gentil contou a vida pessoal dela, as dificuldades da relação homoafetiva que ela teve, porque todos têm, e foi sincera ao revelar o lado dela. No passado existiam as relações homoafetivas igualmente tem hoje, apenas eram discretas e não tinham objetivo de afrontar a sociedade como afrontam hoje.

Nenhum artista do passado que teve relações homoafetivas foi rejeitado pelo público por ser gay ou lésbica. Nem a classe média ou alta rejeitava quem quer que fosse. Mas no passado a sociedade era respeitada. Sociedade é o nome que se dá ao comportamento da maioria. Este comportamento da maioria sempre foi respeitado e exatamente por isto em tempo algum no passado existiu discriminação por parte da maioria absoluta da sociedade.

Maioria é maioria, e não pode ser agredida. E minoria é minoria e não pode ser agredida. Mas não se pode obrigar que a maioria aceite teses e atitudes defendidas pela minoria. Isso é outra coisa.

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