Fernanda Rodrigues diz que precisou de terapia por obsessão pela filha

Fernanda Rodrigues fala sobre os filhos (Imagem: Reprodução / Globoplay)

A atriz Fernanda Rodrigues é mãe de Luisa e Bento, do relacionamento com o diretor Raoni Carneiro, e revelou que precisou fazer terapia com uma profissional de psicologia após o nascimento da filha mais velha.

Em entrevista ao podcast Calcinha larga, ela disse que entrou numa grande obsessão com a maternidade e não queria mais saber de nada além disso:

“Desde que eu me entendo por gente eu falava que ia ser mãe. Eu achei outro dia até uma matéria que eu dei, sei lá, quando fiz Vamp ou A Viagem, uma novela assim muito antiga, que eu falei: ‘Meu sonho é ser mãe’. Eu nasci para ser mãe. Eu dava entrevistas criança, adolescente que o título da matéria era esse. Então, realmente quase que era uma obsessão com a maternidade. Eu falava muito disso, eu queria muito realizar….

E assim, eu não queria casar, eu não queria fazer festa de 15 anos… Eu não queria fazer nada disso. Eu queria ter filho. A minha obsessão era ter filho. E aí, quando eu realizei esse sonho, eu esqueci todas as outras coisas, todas. Eu vivi tão intensamente aquilo de ser mãe, de ser mãe, de ser mãe, que eu esqueci completamente da Fernanda esposa, filha, amiga… Todas as outras eu abandonei, abandonei mesmo. Não me interessava, não tinha graça. Só tinha graça viver a maternidade”.

“Uma hora a minha mãe, que é psicopedagoga, me chamou num cantinho e falou: “olha, vai se tratar… É, eu acho que agora você está precisando de uma ajuda…” Eu não ia para lugar nenhum, eu não falava com as pessoas”, declarou.

“Eu ficava só vivendo a maternidade, vivendo a maternidade intensamente. Tipo, eu levava ela para passear, ela saía do meu campo de visão… Eu já tinha taquicardia, passava mal porque ela estava longe, eu não via ela”, disse ainda.

“Umas doideiras assim. Eu entrei numa doideira muito grande, sabe. E aí a minha mãe falou: “Eu acho que você tem que se tratar até por ela, porque você vai começar a fazer mal para ela”, prosseguiu.

“Eu dormia com ela, não queria saber mais de nada. A minha mãe falava: “cara, sai para jantar com o seu marido”. Eu falava: “de jeito nenhum, não tem o menor sentido. Sair para falar o que? Qual assunto?” Ela falava: “Ué, gente: assunto de esposa”… Enfim, foi muita doideira. As minhas amigas falavam: “Amiga, sai daí desse limbo, vamos aqui tomar um chope”, completou.

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