A dublagem brasileira perdeu uma de suas vozes mais queridas: Figueira Júnior morreu aos 60 anos, em São Paulo.
Quem cresceu vendo anime e desenho na TV já ouviu o trabalho dele dezenas de vezes — ele era o dublador de Dragon Ball que deu voz ao Androide 17 e também o intérprete do Fry, protagonista de Futurama.
A notícia veio na madrugada de sábado (27), pelas redes sociais da colega de profissão Tânia Gaidarji, a voz da Bulma em Dragon Ball.
Quem era Figueira Júnior na dublagem
Nascido em São Paulo, em 1º de janeiro de 1966, ele entrou no ramo em 1987, começando como estagiário no estúdio Álamo.
Foram quase quatro décadas de carreira. Mais do que dublador, Figueira atuou como ator, diretor de dublagem, locutor, fotógrafo e professor, formando novos profissionais do setor.
Quais personagens ele marcou
Para o público brasileiro, o nome dele está colado a dois personagens que atravessaram gerações:
- Androide 17 — em Dragon Ball Z e Dragon Ball Super
- Fry (Philip J. Fry) — o entregador de pizza congelado de Futurama
Mas o trabalho dele foi muito além dos animes. A voz de Figueira também apareceu em clássicos do cinema como O Profissional, Um Sonho de Liberdade e Karatê Kid – A Hora da Verdade.
Figueira Júnior morreu de quê?
Até o momento, a causa da morte não foi divulgada pela família. As informações dão conta de que ele faleceu na sexta-feira (26), na capital paulista.
A homenagem de Tânia Gaidarji emocionou os fãs. Ela contou que o amigo a visitou no Instituto do Coração na semana anterior, um dia antes de uma cirurgia, e que ele estava esperançoso porque havia começado uma nova medicação para o coração.
Num detalhe que tocou quem acompanhou o desabafo, ela lembrou que, no último encontro, ele usava uma camiseta do Androide 17 e ela, uma da Bulma — os dois personagens que dublaram juntos.
A organização Dublagem Viva e colegas como Fátima Noya também se manifestaram, reforçando o peso que aquela voz teve na vida de muita gente.
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.
