
A Fox Corporation anunciou um acordo bilionário para adquirir a Roku, uma das principais plataformas de streaming e TV conectada dos Estados Unidos.
A operação foi avaliada em cerca de US$ 22 bilhões e marca um movimento agressivo da empresa para ganhar espaço em um mercado dominado por gigantes como Netflix e Amazon.
Apesar do impacto do anúncio, há uma ressalva importante: a Fox não comprou, de forma direta, “73% da Roku” como uma fatia isolada da companhia.
O acordo prevê que, após a conclusão da transação, os acionistas da Fox fiquem com aproximadamente 73% da empresa combinada. Já os acionistas da Roku devem manter cerca de 27%.
Fox mira força maior no streaming com compra da Roku
A compra da Roku coloca a Fox em uma posição mais forte dentro do mercado de streaming, especialmente no segmento de TV conectada. A Roku é conhecida por seus dispositivos, sistema operacional para televisores e plataforma de anúncios.
O acordo prevê pagamento de US$ 160 por ação da Roku, em uma combinação de dinheiro e ações da Fox. A transação ainda precisa passar por aprovações regulatórias e dos acionistas, com expectativa de conclusão no primeiro semestre de 2027.
Com a Roku, a companhia amplia sua presença justamente na tela da TV, onde Netflix, Amazon Prime Video, YouTube e Disney+ disputam atenção diariamente.
Por que a Roku é tão valiosa para a Fox?
A Roku não é apenas uma marca de aparelhos de streaming. A empresa funciona como uma porta de entrada para milhões de usuários que acessam aplicativos, canais gratuitos, serviços pagos e conteúdos sob demanda.
Esse controle da interface da TV é estratégico. Quem domina esse espaço consegue influenciar descoberta de conteúdo, venda de publicidade e coleta de dados sobre comportamento do público.
Para a Fox, isso pode significar mais força para distribuir seus próprios conteúdos e aumentar receitas com anúncios. A companhia também pode combinar a base da Roku com a Tubi e com sua programação ao vivo.
Entre os pontos centrais do negócio estão:
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maior alcance em TVs conectadas;
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expansão da publicidade digital;
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fortalecimento da Tubi e do Roku Channel;
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mais dados sobre consumo de conteúdo;
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disputa mais direta com gigantes do streaming.
Acordo ainda depende de aprovação
Mesmo com o anúncio, a operação ainda não está concluída. O negócio depende de aval regulatório e aprovação dos acionistas.
Caso avance como previsto, a Fox dará um dos passos mais importantes de sua história recente. A compra da Roku pode mudar o peso da empresa no streaming e intensificar a guerra contra Netflix, Amazon e outros rivais que já disputam cada minuto da atenção do público.
Moysés Batista é editor de conteúdo no FDR, com foco em finanças pessoais, benefícios sociais, políticas públicas e direitos do cidadão. Bacharel em Letras pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), atua com foco na produção de conteúdos informativos orientados por dados oficiais e normas do Governo Federal. É responsável por análises e pautação sobre programas sociais, crédito, previdência e consumo, com ênfase em clareza, serviço ao leitor e verificação de informações públicas. E-mail para contato: [email protected]
