Galvão Bueno, o narrador que marcou gerações, abriu o jogo sobre uma proposta que recebeu da Cazé TV logo após sua saída da Globo.
E o motivo da recusa? Ele garante que foi pura ética e respeito pela sua antiga casa, onde trabalhou por mais de quatro décadas. Prepare-se para os bastidores!
Em uma conversa no Charla Podcast, Galvão contou que, mesmo após o fim do seu contrato com a Globo no final de 2022, ele ainda tinha um acordo de não concorrência por mais dois anos.
Esse contrato o impedia de narrar em canais de TV aberta, mas o mundo digital estava liberado.
A Cazé TV, de olho no talento do craque das narrações, fez um convite irrecusável para que ele cobrisse o Mundial de Clubes em fevereiro de 2023, focado nas partidas do Flamengo.
Mas por que dizer ‘não’ para uma proposta tentadora?
A verdade é que, para Galvão, o dinheiro e a oportunidade não eram os únicos fatores.
O narrador sentiu que, pouco tempo depois de encerrar sua longa jornada na Globo, aceitar um convite para narrar um evento que concorreria diretamente com a emissora seria, nas suas palavras, “não achar correto“.
Era uma questão de lealdade e de manter a boa relação.
“A CazéTV me fez a proposta e eu não achei correto em função da Globo, porque a Globo e a Cazé iam fazer o mesmo jogo. Eu ainda estava com contrato ativo na Globo. Não era TV aberta, mas era uma concorrência”, explicou Galvão, mostrando a sua integridade.
Enquanto isso, para a Copa do Mundo de 2026, Galvão Bueno foi confirmado como a voz principal do consórcio formado pelo SBT e a N Sports.
A parceria vem mostrondo que seu talento continua em alta, mas sempre respeitando os acordos e as emissoras que fizeram parte da sua carreira.
O convite para o Mundial de Clubes
A proposta da Cazé TV era clara: comandar as narrações dos jogos do Flamengo no Mundial de Clubes de 2023, realizado no Marrocos.
Galvão, fiel aos seus princípios, preferiu honrar o seu passado e recusou o convite.
Naquele torneio, o Flamengo acabou eliminado na semifinal pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita, e o Real Madrid levou o título.
Essa atitude de Galvão Bueno reforça a paixão que ele tem pelo seu trabalho e o respeito que nutre pelas emissoras que marcaram sua trajetória.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_
