Geisy Arruda e a divisão entre erotismo e pornografia

Geisy Arruda
Geisy Arruda anda causando com livro (Imagem: Reprodução / Instagram)

A linha que divide o erotismo e a pornografia pode ser considerada imaginária e difícil de interpretar. Um copo com metade de água para uns é um copo meio cheio e para outros meio vazio. O mesmo se pode dizer que para uns o erotismo é pornografia e para outros é uma arte de ser.

Geisy Arruda criou um livro digital que vai fazer a festa dos que tem ela como sendo um mito sexual. E a personagem criada por ela no livro tem o mesmo nome de uma antiga personagem de 1948, que apareceu em uma série de histórias narradas no jornal Diário da Noite, que era Gisele a Espiã Nua Que Abalou Paris.

Foi um seriado escrito pelo jornalista David Nasser a pedido do dono do jornal, Assis Chateaubriand, para vender o impresso que estava com as vendas baixas depois da guerra. Então David Nasser criou Gisele, uma loira francesa lindíssima que se encontrava com os nazistas nos bordéis de Paris e obtinha informações preciosas para a resistência francesa.

Essa história de espionagem era apenas uma maneira de escrever cenas sexuais muito bem descritas que levavam à loucura os homens que as liam e muito mais tarde, em 1965, aquilo tudo foi transformado num livro de bolso que era comprado com desejo sexual pelos adolescentes que cansaram de se masturbar lendo o livro.

O texto de David Nasser era tão excitante que dava mais prazer que as revistinhas pornográficas vendidas às escondidas nas bancas da cidade. Da mesma maneira o livro digital de Geisy Arruda vai levar ao êxtase os homens que têm por ela um grande tesão. Não apenas os homens, mas uma coleção de mulheres. Toda criação deve ser respeitada.

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Tiago Mind é um famoso e icônico crítico e profissional de TV. Mantém sua identidade oculta para preservar fontes.

*Suas opiniões não refletem, necessariamente, a posição do RD1.

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