Globo e Record lutam pela 1ª entrevista com Monique Medeiros, mãe de Henry Borel

Monique Medeiros

O desfecho do julgamento do Caso Henry Borel acendeu uma disputa feroz nos bastidores do jornalismo brasileiro.

Após a Justiça conceder o perdão judicial a Monique Medeiros, as equipes da Globo e da Record iniciaram uma corrida para garantir a primeira entrevista exclusiva com a ex-servidora pública.

Monique é mãe do menino de quatro anos assassinado em 2021. A mulher foi perdoada pela justiça pela acusação de homicídio da criança.

Produtores do Fantástico e do Domingo Espetacular abordaram diretamente os advogados de defesa de Monique.

O objetivo de ambas as emissoras é transformar o depoimento dela na grande atração de suas respectivas revistas eletrônicas no próximo fim de semana.

Roberto Cabrini entra no circuito

A Record escalou o seu principal nome para coberturas investigativas: o jornalista Roberto Cabrini.

O apresentador fez um contato direto com Medeiros buscando fechar o acordo para o Domingo Espetacular.

Nos bastidores da emissora de Edir Macedo, a expectativa de vitória é alta devido ao histórico da ex-ré, que deu entrevistas exclusivas para o canal em 2025, enquanto cumpria prisão preventiva.

Do outro lado, a Globo também mobilizou sua equipe de jornalismo do Fantástico para tentar sensibilizar Monique e sua defesa, argumentando o peso institucional da emissora.

O objetivo da Globo é que Monique dê a sua versão definitiva sobre a liberdade recém-conquistada. Até o momento, a mulher não aceitou nenhum dos convites.

Jairinho pega 43 anos

O julgamento, finalizado na última quinta-feira (4), mudou completamente o rumo do caso.

O Tribunal do Júri concluiu que não houve dolo (intenção de matar) por parte de Monique Medeiros na morte do filho.

Com a desclassificação para homicídio culposo, a decisão final ficou nas mãos da juíza Elizabeth Machado Louro, que concedeu o perdão judicial.

A magistrada justificou a medida afirmando que Monique foi alvo de uma reação social “desproporcional e desmesurada”.

Sgundo a juíza a decisão foi impulsionada por preconceitos de gênero e por uma cultura patriarcal que exige a figura da “mãe perfeita”.

A declaração da juíza dividiu opiniões e causou forte revolta nas redes sociais.

Por outro lado, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, então companheiro de Monique na época do crime, recebeu a punição máxima dos jurados.

Ele foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão em regime fechado pelo homicídio triplamente qualificado da criança de apenas 4 anos.

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mariaclara

Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_