A morte de Manoel Carlos, aos 92 anos, no último sábado, 10 de janeiro, reacendeu um embate delicado entre suas herdeiras e a Globo. Um dos maiores autores da história da emissora, Maneco teve sua obra amplamente explorada em reprises nos últimos anos, mas deixou o canal em 2015 em meio a um desgaste que nunca foi totalmente resolvido.

No mês de setembro, a empresa Boa Palavra, criada pela atriz Julia Almeida, filha do autor, entrou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro contra a Globo. A empresa é responsável por administrar o legado de Manoel Carlos e autorizar novas produções baseadas em suas obras.
A principal alegação da Boa Palavra é a falta de transparência na prestação de contas. Segundo a ação, a Globo não detalha corretamente os valores pagos pelos direitos autorais das novelas, o que impediria as herdeiras de saber exatamente quanto recebem pela exploração das produções assinadas por Maneco.
Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Com experiência em redação, redes sociais e marketing digital. Atualmente, cursando o MBA em Marketing, Branding e Growth pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

