Ícaro Silva é atingido por estilhaços após tiroteio no Rio; ator narra ocorrido

Ícaro Silva foi atingido por estilhaços de bala (Imagem: Reprodução / Globo)

A violência no Rio de Janeiro por muito pouco não fez mais uma vítima fatal. Ícaro Silva, 31 anos, foi atingido por estilhaços de bala enquanto passava de carro pelo Túnel Zuzu Angel, local próximo à Favela da Rocinha, na Zona Sul da cidade.

O fato, na manhã desta quarta-feira (5), ocorreu após policiais abordarem um carro suspeito. De acordo com o 23º BPM (Leblon), o ator escutou gritos no local e acelerou o automóvel. Os tiros foram disparados e um deles atingiu o veículo.

O contratado da Globo foi levado para o Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, onde recebeu atendimento, e já recebeu alta. A informação é do jornal Extra.

A assessoria de imprensa do hospital afirma que “o ator Ícaro Silva deu entrada às 5h30 no Barra D’Or. Após o atendimento, recebeu alta às 8h30“. Policias militares do 31º BPM, do Recreio dos Bandeirantes, foram colher o depoimento do ator.

Silva havia deixado a Zona Sul e saía do túnel Zuzu Angel quando viu carro reduzindo a velocidade. Ele ultrapassou o veículo e se deparou com policiais na via. Ícaro afirmou ainda que não sabia se a ordem dos agentes foi para que parasse ou seguisse.

Após ouvir os disparou, o eterno Rafa da “Malhação” sentiu que um atingiu seu veículo e notou sangue em seu braço esquerdo. O ator, então, acelerou. Mesmo ferido, ele dirigiu até o hospital.

Horas depois, o vencedor da primeira edição do “Show dos Famosos”, do “Domingão do Faustão”, usou o Instagram para tranquilizar os amigos e familiares. “Tô muito feliz por não ter morrido, sério. Tem muita coisa pra fazer por aqui, muita coisa para ver e muita, muita coisa para consertar”, declarou.

Confira a íntegra:

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Queridos amigos, amores, seguidores e parceiros, eu estou bem! Hoje mais cedo, ao sair do túnel Zuzu Angel voltando para a Barra, me vi em meio a uma violenta confusão que até agora não sei se era uma blitz, um tiroteio ou uma dessas operações de guerra infelizmente tão habituais na nossa cidade. Viaturas, policiais com fuzis na mão e aquele medo súbito que o carioca conhece tão bem. Um policial me pediu para reduzir e eu obedeci. Baixei o vidro e perguntei o que estava acontecendo. O nível de stress dele era muito alto, ele falava comigo diretamente do inferno, o coração em guerra. Outros dois policiais vieram gritando, os fuzis apontados para mim; não sei se me reconheceram ou não, mas com a mesma violência com que me pararam, me mandaram ir embora, xingando e berrando em seu estado de guerra. Quando eu voltava a acelerar e antes de entender o que estava acontecendo, um estampido no meu carro me congelou. “Isso é um tiro?” Os próximos vários confirmaram que sim. Abaixei a cabeça e enfiei o pé no acelerador como se tudo no mundo fosse tiro e pedal. Enquanto meu pé e meu coração aceleravam, minha sensação física era de “não precisa ser assim”. De fato, não precisa. Acelerei sem fim até me ver longe dali, o corpo em choque, a cabeça caçando sentido, como se houvesse algum nessa barbárie cotidiana que é o Rio, minhas mãos trêmulas. Só depois de respirar fundo percebi o buraco de bala no para-brisa do meu carro e minha blusa molhada. “Meu Deus. Eu levei um tiro?” Me apalpei até encontrar o furo ensanguentado no meu braço. Sim, uma bala rasgou meu braço e deixou uns estilhaços ali, carimbo metalizado da violência urbana. Um pequeno pedaço de metal e morte que podia ter cruzado meu peito ou minha cabeça, um lembrete da nossa frágil condição de gente. Eu to legal. To muito feliz por não ter morrido, sério. Tem muita coisa pra fazer por aqui, muita coisa para ver e muita, muita coisa para consertar. Muito obrigado por todas as mensagens, to mais solicitado que no meu aniversário, rs. Vocês são lindos, são lindos demais. Espero que essa história infelizmente cotidiana nos inspire a desconstruir nossa agressividade diante da vida. É hora de desarmar e amar.

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