Luís Ernesto Lacombe foi alvo de uma crítica dura do ex-deputado federal Jean Wyllys. O ex-parlamentar mostrou toda a sua indignação em sua rede social após a fala do apresentador durante o Aqui na Band da última segunda-feira (23).
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Jean afirmou que “o abismo em que o Brasil se encontra”, dando como exemplo a trágica morte da menina Ágatha, de 8 anos, vítima de uma bala perdida, no Complexo do Alemão, “em parte foi cavado pela mediocridade intelectual e pelos preconceitos de jornalistas como Ernesto Lacombe”. A crítica veio junto com um apoio a Silvia Poppovic, que bateu de frente com o colega ao vivo.
O ex-BBB lembrou Lacombe que os grandes traficantes do Rio não estão na periferia, mas na parte nobre da capital carioca. “Lacombe diz que os ‘traficantes estão acastelados nas comunidades’. Não, Lacombe, os barões do tráfico – e do mercado de armas – estão acastelados (realmente) no Leblon, em Ipanema, nos condomínios de Luxo da Barra da Tijuca e Recreio. Ou em Miami”, salientou.
Em seguida, o famoso surpreendeu e colocou o jornalista e os barões do tráfico na mesma classe social. “Os traficantes do varejo são apenas a ponta de um negócio bilionário que começa com gente de sua classe social, Lacombe. Gente que circula no seu círculo social e que consome drogas lícitas e ilícitas. E leva essa grana em bancos”, explicou.
Indignado com a postura do ex-Globo, Jean Wyllys lamentou: “O que se espera de um jornalista de fato é que ele vá um pouco além do senso comum. Mas você, Lacombe, está aquém do deste. Seu comentário foi medíocre, desinformado, preconceituoso e nefasto. Reveja isso! A política fascista não vai lhe poupar no futuro. Lembre-se disso!”.
“Quando você tomar seu copo de uísque ou seu espumante ou mesmo seu Rivotril ou seu viagra, Lacombe, lembre-se que se essas drogas fossem ilegais hoje, você estaria sendo tratado como criminoso pelo simples fato de querer exercer uma liberdade com segurança”, finalizou o ex-deputado.
Confira:
O sujeito que – pelos privilégios de que goza (acesso a fontes de informação de qualidade e científicas)- deveria ter uma visão mais sofisticada da complexidade da violência e do tráfico de drogas ilegais destila um senso comum rasteiro e exibe uma imaginário racista.
— Jean Wyllys (@jeanwyllys_real) September 24, 2019
Os que fazem o ATACADO do tráfico de drogas ilegais, Lacombe, fazem isso usando o avião presidencial, aproveitando uma viagem internacional do presidente. Ou você já se esqueceu desse fato? Eu posso te assegurar que esses traficantes, sim, estão ACASTELADOS!
— Jean Wyllys (@jeanwyllys_real) September 24, 2019
Você, Lacombe, não pode tentar “justificar” o assassinato de uma garota de 8 anos de idade e uma guerra INSANA e hipócrita, que tem levado à morte apenas pobres e pretos (estejam estes nas polícias ou no varejo do tráfico) e enriquecido brancos e bancos, com esses “argumentos”.
— Jean Wyllys (@jeanwyllys_real) September 24, 2019
A melhor saída para esse horror, meu caro, é rever a política de “guerra às drogas” (na verdade, guerra ao varejo do tráfico e proteção aos verdadeiros barões do tráfico) e de essa política de “segurança pública” que trata pobre como inimigo.
— Jean Wyllys (@jeanwyllys_real) September 24, 2019
Quando você tomar seu copo de uísque ou seu espumante ou mesmo seu Rivotril ou seu viagra, Lacombe, lembre-se que se essas drogas fossem ilegais hoje, você estaria sendo tratado como criminoso pelo simples fato de querer exercer uma liberdade com segurança.
— Jean Wyllys (@jeanwyllys_real) September 24, 2019
Paulo Carvalho acompanha o mundo da TV desde 2009. Radialista formado e jornalista por profissão, há cinco anos escreve para sites. Está no RD1 como repórter e é especialista em Audiências da TV e TV aberta. Pode ser encontrado nas redes sociais no @pcsilvaTV ou pelo email [email protected].