A Casas Bahia entrou em uma nova fase de crise financeira em agosto de 2026.
Porém, os meses anteriores mostram que a varejista tentou reforçar vendas, presença de marca e conexão popular antes de recorrer à recuperação judicial.
Entre os movimentos mais visíveis estiveram a contratação de João Gomes como embaixador, o retorno do Baianinho e uma ofensiva ligada ao futebol.
O esforço comercial aconteceu enquanto a companhia buscava recuperar margem e reduzir a pressão sobre o caixa.
No pedido de recuperação judicial, a empresa apontou juros altos, restrição de crédito, custos financeiros e consumo pressionado como parte do cenário que deteriorou suas condições econômico-financeiras.
Por que João Gomes virou peça importante da Casas Bahia?
A varejista anunciou João Gomes como um dos rostos de sua nova comunicação em maio.
A escolha aproximou a marca de um público amplo e reforçou elementos de regionalidade e cultura popular.
Ao mesmo tempo, a empresa voltou a dar protagonismo ao tradicional Baianinho.
Além disso, a companhia colocou o carnê novamente no centro das campanhas.
A estratégia buscou conversar com consumidores mais jovens e ampliar a força do produto também no ambiente digital.
Depois, João Gomes continuou aparecendo em ações da rede.
Em agosto, por exemplo, ele estrelou a campanha de Dia dos Pais, ampliando a presença da empresa em uma data importante para o varejo.
Como o futebol entrou nessa tentativa de reação?
A Casas Bahia também acelerou o investimento em propriedades esportivas.
A empresa passou a associar seu nome a competições relevantes e comprou os naming rights do Campeonato Paulista e da Copa do Nordeste em 2026.
Na Copa do Mundo, a rede transformou o desempenho da seleção brasileira em argumento promocional.
Entre as iniciativas divulgadas estavam:
- promoções vinculadas à compra de televisores;
- pagamentos de até R$ 1 mil via Pix em modelos selecionados, conforme resultados da seleção;
- campanha que prometia quitar o saldo restante do carnê de clientes em caso de título do Brasil;
- uso de nomes como Denílson, Beatriz Reis e João Gomes na comunicação.
O movimento fazia sentido para uma varejista que trata grandes eventos de futebol como períodos de forte demanda por eletrônicos, especialmente TVs.
O que aconteceu quando a crise veio a público?
A ofensiva de marketing não foi suficiente para eliminar os problemas financeiros.
Em agosto, a Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial e informou um prejuízo de aproximadamente R$ 10 bilhões no trimestre, fortemente afetado por ajustes extraordinários.
A empresa também decidiu fechar 298 lojas e redimensionar a operação, priorizando canais e categorias considerados mais rentáveis.
Ao mesmo tempo, afirmou que manteria as atividades nos diferentes canais de venda.
Assim, João Gomes, o futebol e o resgate de símbolos populares mostram uma tentativa de fortalecer marca e receita antes da reestruturação.
A crise, porém, exigiu medidas bem mais profundas do que uma mudança de comunicação.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias

