Leandro Lima confessa impacto ao conhecer o Pantanal e esconde detalhes do seu personagem

Leandro Lima
Leandro Lima está no elenco de Pantanal (Imagem: Divulgação / Globo)

Encantado com o tudo o que já viu – em especial o pôr do sol – e com o que tem vivenciado no Pantanal por conta das gravações da novela em que dá vida ao peão Levi (que na primeira versão foi interpretado por Rômulo Arantes), Leandro Lima não esconde a contemplação com a fauna local.

“É muito impactante as coisas que vejo! Quando andava de carro via passar uma cobra, um veado-campeiro; e aí olhava para o outro lado e tinha uma ariranha saindo do rio e araras-azuis – centenas de casais – voando, é tudo muito impressionante, lindo!”, conta o artista ao RD1.

Apesar de a vida pantaneira ser algo distante da realidade atual do ator, que é de João Pessoa, mas mora no Rio de Janeiro, ele conta que a infância passou na fazenda do avô e logo montar a cavalo e ainda se inserir no universo dói folhetim não foi nada complicado.

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“Então, minha formação quando criança e adolescente sempre foi em cima do cavalo. Tenho intimidade com o campo”, diz Leandro Lima, que após terminar as gravações de Pantanal irá encerrar também as do filme Acerca.

Confira a entrevista na íntegra:

RD1 – Por ser tão distante da sua realidade, foi difícil entrar no universo de um peão com direito a montar a cavalo, usar botas e outros?

Leandro Lima – Meu avô sempre teve fazenda e eu ficava lá com meu ele e meu tio. E a lida da fazenda também era com gado. Então, desde pequeno eu já lidava com esse universo, apesar de que hoje em dia sou mais urbano. Porém, minha formação quando criança e adolescente sempre foi em cima do cavalo. Tenho intimidade com o campo, algo que me ajudou bastante para esse trabalho.

Em algumas matérias você disse ter medo de rio. Como foi a experiência de gravar as cenas no Rio Paraguai?

Eu não me lembro de ter falado que tinha medo de rio (risos). Acho que comentei algo no sentido de ficar apreensivo de entrar no rio com jacaré. Mas quando a gente chega ao Pantanal vê que isso é normal. Os pantaneiros passarem confiança para a gente de que tudo é muito tranquilo.

Gravei uma cena no rio nadando e fugindo, e atrás de mim passou o jacaré. E isso não me causou nenhum tipo de medo. Mas confesso que a ideia de gravar no rio, antes de chegar ao Pantanal, deixou-me um pouco apreensivo. Porém, os pantaneiros lindam com isso de maneira bem segura. Os jacarés fogem da gente. E se nós não tivermos com nenhuma ferida ou sangue saindo do corpo, as piranhas também não nos atacam.

Como foi gravar e conhecer a maior planície alagada do mundo?

Até a gravação da novela, eu não conhecia o Pantanal, tinha muita vontade, e foi algo impactante. É impressionante as coisas que se vê. Quando estava andando de carro via passar uma cobra, um veado campeiro; aí olhava para o outro lado e tinha ariranha saindo do rio, araras azuis – centenas de casais – voando, é tudo muito impressionante. É um bioma diferente do que estou acostumado. As distâncias são enormes, tudo é muito genuíno no Pantanal.

Nos dias em que esteve gravando, o que mais te chamou atenção no Pantanal?

Muita coisa! A fauna, tão múltipla e rica, é impressionante! Eu via jacaré atravessando a estrada e aquele pôr do sol gigante do Pantanal, que a gente acredita ser possível apenas com efeito especial de um filme, é deslumbrante.

Outra coisa que me impressionou foi o tempo das pessoas – e falo das pessoas do Brasil profundo, daqui do Pantanal e do Sertão (que eu conheço), dos lugares mais inóspitos – é outro. Elas são mais tranquilas. Quando se chega a lugares como esse parece que o tempo é outro para falar e ainda para apreciar a natureza, que é linda.

Na primeira versão o personagem Levi termina sendo comido pelas piranhas. Qual será o desfecho dele no remake?

Eu acho que nesta versão algumas coisas estão sendo feitas de forma diferente. Eu não sei ainda qual será o final do Levi porque ainda não gravei essa parte. As coisas estão escritas, mas a gente só pode dar a certeza depois que tudo estiver gravado e quando for para o ar. Porém, tem muita coisa parecida com a primeira versão.

Além de Pantanal, quais são as outras novidades de trabalho que você tem para este ano?

Pantanal está sendo um projeto maravilhoso, é algo que eu queria muito participar e isso já seria o suficiente para o meu ano ficar bom. Felizmente, tem muita coisa para acontecer ainda este ano.

Em breve, devo terminar as gravações do Levi e do filme Acerca, que também é do Rogério Gomes (diretor), é um suspense. E o mercado está cheio de novas produções, muita coisa acontecendo. Por enquanto, não posso falar muito até que tudo esteja fechado. Mas tem coisas para serem feitas aqui e nos Estados Unidos que estão caminhando para acontecer ainda este ano.

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Márcio Gomes
O carioca Márcio Gomes é apaixonado pelo jornalismo, tanto que o escolheu como profissão. Passou por diversas redações, já foi correspondente estrangeiro dos títulos da Editora Impala de Portugal como Nova Gente, Focus, Boa Forma, e editor na revista de BORDO. Escreveu para várias publicações como Elle, Capricho, Manchete, Desfile, Todateen, Shape, Seleções, Agência Estado/Estadão, O Fuxico, UOL, entre outros.
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