Luciano Huck
Luciano Huck teve conversa séria com empresário em palestra (Imagem: Rafael Campos / Globo)

Luciano Huck conversou com executivos e investidores na última segunda-feira (9), e deu um aviso sobre os rumos que o país vem tomando. O apresentador não citou o presidente Jair Bolsonaro, que já o considera um adversário nas eleições de 2022.

Em evento promovido pela revista Exame, Luciano destacou que todos os presentes eram privilegiados. “Todos aqui somos privilegiados, mas se a gente não fizer nada, este País vai implodir. O abismo social é gigantesco, a desigualdade social é enorme, é inaceitável”, opinou.

Um dos pontos que mais foi mencionado pelo apresentador foi a discussão sobre a mobilidade social: “O Brasil já teve mobilidade social, não tem mais. Se você nascer pobre numa favela, a chance de morrer pobre numa favela é enorme”.

“Não vamos resolver desigualdade com um monte de gente branca e rica sentada na Faria Lima”, alfinetou. “Eu quero ser um cidadão cada vez mais ativo, contribuir como for possível para tornar o País mais eficiente”, argumentou.

Em seguida, Huck citou a Globo e lembrou que não precisava se envolver com política: “Eu poderia continuar sendo um peixinho dourado lá no aquário, protegido pelos muros do Projac, sendo alimentado com fartura, fazer o que faço tranquilo – e gosto. Ou poderia me jogar no oceano e tentar contribuir para que Brasil seja um País melhor”.

O famoso se tornou um dos nomes dos movimentos RenovaBR e do Agora!. “A construção das minhas ideias é tentando diálogo, conciliação. Não fui treinado no ringue da luta livre, não convivo bem com polarização, não sou o cara do grito, de falar alto. Não considero quem pensa diferente de mim meu inimigo”, avisou na palestra.

Durante o discurso com uma pegada forte no lado social, Huck enfatizou o país que tem como ideal: “Acredito no sonho de um país maior, mais eficiente e afetivo em relação às pessoas”.

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