Malvino Salvador assume voto em Bolsonaro e comenta saída da Globo

Malvino Salvador
Malvino Salvador admitiu voto em Jair Bolsonaro e lamentou postura do Governo Federal com relação à Cultura (Imagem: Divulgação / Globo)

O ator Malvino Salvador mostrou-se arrependido do voto em Jair Bolsonaro, na eleição que levou o político à Presidência da República, em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. Malvino lamentou o descaso do Governo Federal com a Cultura, bem como os efeitos da crise econômica desencadeada pela inaptidão de Bolsonaro e equipe no trato da pandemia de coronavírus.

O que eu venho percebendo é uma tentativa de vilipendiar a cultura. Não entendem que é preciso haver fomento. É preciso se pensar na cultura como se pensa no agronegócio e em outras áreas importantes, é preciso injetar dinheiro. O que me angustia nesses últimos anos é perceber uma violência desmedida e descabida contra ela. Virou a Geni“, lamentou Malvino, citando Geni, personagem da peça Ópera do Malandro, de Chico Buarque.

É difícil as pessoas reconhecerem o quanto ela é importante para o país. A cultura é que faz a união e a identidade de um povo. […] A Lei Rouanet virou como se fosse uma coisa do diabo, onde as pessoas ganham dinheiro adoidado, e não é assim. A gente sabe que existem distorções, sim, é preciso corrigir, mas tem uma infinidade de gente que vive da cultura através de incentivos fiscais“, complementou o ator, tocando no incentivo usado por Bolsonaro para desmerecer críticos do meio artístico.

Sobre o pleito que levou Bolsonaro à presidência, Malvino sentenciou: “Não sou daquela coisa de me abster, votar em branco ou nulo. Acho que a gente precisa votar. O meu voto naquele momento foi um voto pragmático, foi uma escolha que eu fiz diante do que eu via, da minha insatisfação com quem poderia entrar no poder [PT]. […] Mas isso não quer dizer que eu apoie a outra pessoa [Bolsonaro]”.

Está virando tudo uma panfletagem política. Você não vê confronto de ideias, é um xingando o outro“, prosseguiu, esquivando-se da questão sobre a possível aposta numa chapa formada por Luciano Huck e o ex-Ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. “Acho que qualquer um pode se aventurar na política. E tomara que eu seja surpreendido positivamente“, declarou.

Na conversa com Mônica Bergamo, Malvino também ressaltou a relação com a Globo, de onde saiu recentemente: “Só tenho a agradecer todo o tempo que eu passei na Globo. Fiz sete novelas em sete anos, era uma coisa meio visceral de estar lá sempre. Isso eu guardo com muito carinho“. “O lado positivo que eu vejo disso é a possibilidade de estar atuando em outras frentes. Me abre o leque“, concluiu, adiantando que está negociando dois projetos fora da emissora.

Fora do vídeo, Malvino Salvador dedica-se à academia de jiu-jitsu Gracie Kore, em parceria com a esposa Kyra Gracie. Ele celebra a manutenção dos 25 funcionários durante a pandemia. Bem como o desenvolvimento de uma ação para auxiliar mulheres vítimas de violência doméstica: “A gente criou, com apoio de psicólogos e psicopedagogos, um programa para que elas consigam se proteger no caso de uma agressão física e até mesmo reconhecer um relacionamento abusivo“.

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