Max Fercondini revela o que o fez deixar a terra para viver em alto mar

Max Fercondini
Max Fercondini está vivendo em alto mar (Imagem: Reprodução / Instagram)

No ar como Ciro na reprise da novela Flor do Caribe, Max Fercondini, que mora dentro de um veleiro há cerca de dois anos, fez um post no Instagram falando sobre como é essa rotina diferente, já que não vive mais em terra firme e, a cada dia, tem um novo desafio a ser enfrentado.

“O que faz uma pessoa abandonar sua zona de conforto em terra para navegar? Um barco no oceano não para de balançar nem por um minuto. Realizar tarefas simples do dia a dia, como escovar os dentes, tomar banho ou cozinhar, pode levar o dobro ou o triplo do tempo”, iniciou.

“Às vezes, nem isso é permitido, pois o mar é quem dita as regras. Se as ondas estão grandes ou os ventos muito fortes, talvez você tenha que adiar o banho por uma semana e se alimentar com biscoitos, coisas prontas ou de preparo instantâneo à base de água quente”, explicou.

“Mesmo assim, há um fascínio, ancestral e hereditário, que nos leva a habitar esse lugar no planeta Água e se submeter às intempéries do clima. Um ambiente onde o ser humano não tem autoridade, apenas se adapta como pode”, declarou o galã de Flor do Caribe.

“Negocia a direção que deseja singrar com o barco ajustando as suas velas. Avalia o que o clima lhe impõe e aceita, sem poder de escolha, o que é possível fazer. Se prepara para o pior, mas sempre com a esperança de que, o que está por vir, não será tão ruim assim”, prosseguiu.

“Mas, acima de tudo, [no mar] é imposto que essa pessoa se desnude de toda a arrogância e prepotência para, simplesmente, sobreviver. Esse esforço vale a pena? Para entender, só mesmo sentindo na pele o que as palavras não conseguem descrever”, refletiu.

“A verdadeira proeza do homem no mar é invisível para aqueles cujos olhos estão fixados na sua efêmera segurança e condição terrenas”, finalizou o ator, que, em uma live recente para Samara Felippo, revelou que não mudaria o seu estilo de vida, mesmo se casar e ter filhos.

Vejo muitos estrangeiros viajando com crianças de 2, 3, 4, 5 anos. Então, o que penso para mim: se eu for pai nos próximos anos, com certeza vou levar meu filho ou minha filha nessas aventuras, da mesma maneira que vejo pessoas de outras nacionalidades viajando”, disparou.

“Acho que é muito possível. Não pararia minhas viagens e expedições em função disso“, afirmou ele, que defendeu modelos de ensino como o homeschooling, acreditando que seria mais difícil convencer uma companheira a embarcar neste modo nômade de levar a vida.

Isso é que acho mais difícil. Porque filho vai atrás da gente, mas ter uma mulher que seja companheira a esse ponto e tenha disponibilidade de viajar e abrir mão de várias coisas… Seja do conforto de uma casa na cidade ou a proximidade com a família. É difícil abrir mão dos amigos também. Eu confesso que não estou procurando uma companheira para isso, mas tenho certeza de que vou encontrar“, assegurou.

Antes de percorrer os sete mares, Max Fercondini viajou de motorhome pela América do Sul e fez uma expedição com o monomotor pelo Brasil, quando estava casado com Amanda Richter, de quem se separou em 2017.

Quando me separei, estava fazendo terapia para tentar entender melhor esse momento. Numa das últimas sessões, perguntei para minha terapeuta se eu deveria encontrar outra mulher para fazer essa próxima viagem comigo, agora de barco. Ela falou: ‘Max, acho que você tem que ter um amor em cada porto’. Dei risada. Falei para ela: ‘Vitória, a senhora pode passar isso por escrito, ser uma prescrição médica, porque vai facilitar minha vida. Vai ser mais fácil para eu explicar que estou em viagem, que estou num outro momento da vida’. E a gente deu risada”, lembrou Fercondini.

Max, que atualmente está em Lisboa, Portugal, explicou o que entendeu sobre o conselho da analista. “Faz dois anos e meio que moro no barco. Eu tenho viajado e passado por vários lugares diferentes. Eu percebi que na verdade esse amor em cada porto não é relacionamento, não é algo sexual. É uma descoberta nova que eu faço, seja acompanhado de uma mulher ou então de um amigo. Para mim, esse amor em cada porto é uma descoberta pessoal que eu tenho feito. Eu acho que nem a Vitória pensou nisso quando disse, muito menos eu. Isso tudo vem numa viagem de autoconhecimento que estou fazendo“, analisou.

Confira:

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O que faz uma pessoa abandonar sua zona de conforto em terra para navegar? Um barco no oceano não para de balançar nem por um minuto. Realizar tarefas simples do dia a dia, como escovar os dentes, tomar banho ou cozinhar, pode levar o dobro ou o triplo do tempo. Às vezes, nem isso é permitido, pois o mar é quem dita as regras. Se as ondas estão grandes ou os ventos muito fortes, talvez você tenha que adiar o banho por uma semana e se alimentar com biscoitos, coisas prontas ou de preparo instantâneo à base de água quente. Mesmo assim, há um fascínio, ancestral e hereditário, que nos leva a habitar esse lugar no planeta Água e se submeter às intempéries do clima. Um ambiente onde o ser humano não tem autoridade, apenas se adapta como pode. Negocia a direção que deseja singrar com o barco ajustando as suas velas. Avalia o que o clima lhe impõe e aceita, sem poder de escolha, o que é possível fazer. Se prepara para o pior, mas sempre com a esperança de que, o que está por vir, não será tão ruim assim… Mas, acima de tudo, [no mar] é imposto que essa pessoa se desnude de toda a arrogância e prepotência para, simplesmente, sobreviver. Esse esforço vale a pena? Para entender, só mesmo sentindo na pele o que as palavras não conseguem descrever. A verdadeira proeza do homem no mar é invisível para aqueles cujos olhos estão fixados na sua efêmera segurança e condição terrenas. . Para ver os vídeos do diário de bordo dessa travessia, acesse: www.maxfercondini.com/diario

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Lucas Medeiros é formado em Comunicação Social e compartilha o dia a dia dos artistas, famosos e celebridades. Acompanhe no Instagram clicando aqui!