Netflix recorre ao STF para não retirar especial do Porta dos Fundos do ar

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Especial do Porta dos Fundos na Netflix causou grande polêmica (Imagem: Reprodução / Netflix)

A Netflix recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de impedir o cumprimento da liminar (decisão provisória) que determinou que a plataforma e a produtora Porta dos Fundos tirem do ar o Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo, trailers e outros materiais relacionados à produção.

A direção brasileira da gigante do streaming fez uma reclamação ao Supremo nesta quinta-feira (9). A iniciativa ocorre um dia após o desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível do Rio de Janeiro, entrar pedido de suspensão do especial.

Na reclamação, a plataforma afirma que “a decisão proferida pelo TJ-RJ tem efeito equivalente ao da bomba utilizada no atentado terrorista à sede do Porta dos Fundos: silencia por meio do medo e da intimidação”.

Além disso, considera a proibição uma censura: “A verdade é que a censura, quando aplicada, gera prejuízos e danos irreparáveis. Ela inibe. Embaraça. Silencia e esfria a produção artística”. O relator do pedido é o ministro Gilmar Mendes, mas será apreciada pelo ministro Dias Toffoli, presidente da Corte.

Na liminar, o desembargador afirmou que a retirada do conteúdo do ar era “mais adequado e benéfico, não só para a comunidade cristã, mas para a sociedade brasileira, majoritariamente cristã”, além de defender que o direito à liberdade de expressão, imprensa e artística não é absoluto.

A decisão atendeu o pedido da associação católica Centro Dom Bosco de Fé e Cultura. O mesmo pedido já tinha sido negado em primeira instância e durante o Plantão Judiciário.

Vice-premiê polonês surpreende e faz pedido à Netflix sobre Porta dos Fundos

O vice-premiê polonês, Jaroslaw Gowin, surpreendeu e solicitou à Netflix que tire de seu catálogo o polêmico Especial de Natal do Porta dos Fundos. O apelo em relação ao filme A Primeira Tentação de Cristo foi postado no Twitter e direcionado ao fundador e CEO da empresa.

“Reed Hastings: exigimos que a Netflix remova o filme blasfemo de sua plataforma”, escreveu o político conservador, que é o segundo homem do governo nacionalista de direita do premiê da Polônia, Mateusz Morawiecki.

Jaroslaw Gowin ainda anexou na postagem um link para a petição online de um grupo brasileiro que reivindica a remoção do filme da Netflix. O abaixo-assinado já bateu mais de 1 milhão de assinantes.

Alvo de ataques, o especial retrata Jesus Cristo (Gregorio Duvivier), prestes a completar 30 anos, em um enredo insinuando que ele teve uma experiência homossexual após passar 40 dias no deserto. O personagem aparece acompanhado do namorado, Orlando (Fábio Porchat).

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