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Leila Cordeiro e Eliakim Araújo, “casal 20 do telejornalismo” à frente do “Jornal da Manchete” (Imagem: Divulgação / Manchete)

No dia 10 de maio de 1999, a Rede Manchete chegou ao fim. A “TV do ano 2000” não chegou ao século XXI. Deixou, porém, atrações inesquecíveis, do entretenimento ao jornalismo, com especial destaque às novelas. Abaixo, 20 programas que fizeram história no canal, como “Jornal da Manchete”, “Dona Beija”, “Clube da Criança”, “Pantanal” e “Xica da Silva”.

“Jornal da Manchete”

No ar do segundo (6 de junho de 1983) ao último dia da emissora, o “Jornal da Manchete” seguiu, em seus primeiros anos, o padrão da recém-lançada CNN: um noticiário de duas horas dividido em inúmeros segmentos – depois, “desmembrados” e convertidos em atrações solo, caso do “Manchete Esportiva”, por exemplo. Vencedor do Troféu Imprensa em 1987 e 1988, o “Jornal da Manchete” chegou ao auge em 1989, quando passou a contar com Eliakim Araújo e Leila Cordeiro, o então denominado “casal 20 do jornalismo”. Na mesma época, a Manchete “absorveu” outros egressos da Globo, como Leda Nagle, Leilane Neubarth, Renato Machado e Alice-Maria, uma das mentoras do “Jornal Nacional”.

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Mylena Ciribelli no “Manchete Esportiva” (Imagem: Reprodução / YouTube)

“Manchete Esportiva”

Versão televisiva da revista de mesmo nome, editada pela Bloch desde a década de 1950, o “Manchete Esportiva” era exibido em duas edições diárias – “Primeiro Tempo”, no início da tarde, e “Segundo Tempo”, no cair da noite. Além da cobertura dos treinos de grandes clubes de futebol, dos preparativos para as partidas e dos gols da rodada, o programa acompanhava campeonatos de basquete, tênis, vôlei, Copas e Olimpíadas. O time de esportes do canal chegou a contar com Alberto Léo, Márcio Guedes, o narrador Osmar Santos e seu irmão Oscar Ulisses. Também Paulo Stein – a “voz oficial” dos desfiles do “Carnaval da Manchete” – e Mylena Ciribelli, hoje à frente do “Esporte Fantástico”, na Record.

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Walmor Chagas em “Bar Academia” (Imagem: Reprodução / YouTube)

“Bar Academia”

Famoso por suas participações em novelas da Globo, Walmor Chagas aproveitou do hiato entre “Final Feliz” e “Eu Prometo” para capitanear, a partir de agosto de 1983, o “Bar Academia”, que unia bate-papo e música. Um astro ou uma estrela do cenário musical brasileiro era sabatinado por colegas, bem como pelo apresentador. Também prestavam reverência a seus ídolos, em números especiais. Passaram pelo projeto nomes como Chico Buarque, Fagner, Gilberto Gil, Ivan Lins, Maria Bethânia, Milton Nascimento, Paulinho da Viola e Tom Jobim. “Bar Academia” possuía prestígio até na Globo: a emissora permitiu que Walmor permanecesse na concorrência, mesmo estando no ar como Horácio, de “Eu Prometo”, último folhetim de Janete Clair.

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Logotipos da Globo e da Manchete na Marquês de Sapucaí, em 1987 (Imagem: Reprodução / Veja)

“Carnaval da Manchete”

Em 1984, a Globo se opôs à nova configuração dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, na recém-inaugurada Marquês de Sapucaí. Nada contra o projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer… O entrevero entre a emissora dos Marinho e o então governador Leonel Brizola (PDT), que vinha desde as eleições gerais, em 1982, se agravou com a adoção do Sambódromo e a divisão do espetáculo entre domingo e segunda. A Globo “deu de ombros” para os direitos de transmissão, arrebatados pela Manchete, que acabou derrotando, no Rio, o “Fantástico” e a novela das 20h, “Champagne”. Nos anos seguintes, a Manchete se especializou na folia, com programas especiais, cobertura dos bailes e até apuração paralela.

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Clodovil Hernandes em “Clô para os íntimos” (Imagem: Reprodução / RedeManchete.net)

“Clô para os íntimos”

Já consagrado como estilista, Clodovil Hernandes fez história na TV – após participações especiais em novelas como “Te Contei?” (1978) – quando assumiu o segmento “Moda” do “TV Mulher” (1980). De personalidade forte, partiu para voo solo na Band, em 1983, chegando à Manchete dois anos depois. O “Manchete Shopping Show” estreou em meio às investidas da estação de “popularizar” a grade e aumentar os rendimentos. Veio então o “Clô para os íntimos” (1985), com pautas sobre beleza, culinária, decoração, moda e saúde. O programa foi extinto em 1988, quando, desbocado como sempre, Clodovil questionou: “O Congresso está votando na Constituinte ou na Prostituinte?“. Uma suposta queixa do deputado Ulisses Guimarães causou a dispensa do apresentador, readmitido em 1992.

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Maitê Proença em “Dona Beija” (Imagem: Divulgação / Manchete)

“Dona Beija”

A minissérie “Marquesa de Santos” (1984), estrelada por Maitê Proença e Gracindo Jr, representou a primeira investida da Manchete em dramaturgia. No ano seguinte, a emissora, em parceria com a Rádio e Televisão Portuguesa (RTP), revisitou um clássico da Tupi, “Antônio Maria” – que fez a fama de Sérgio Cardoso em 1968. O remake, protagonizado pelo português Sinde Felipe, não obteve êxito. Após um hiato de seis meses, o canal voltou à produção de novelas com “Dona Beija”, contando com Maitê e Gracindo à frente do enredo de Wilson Aguiar Filho, dirigido por Herval Rossano. Em cena, a cortesã Ana Jacinta, Beija (Maitê), que chocou Araxá ao cavalgar nua, despertando a ira das moralistas e o desejo do ex-noivo Antonio (Gracindo), em uma trama de amor e morte.

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Anúncio de “Corpo Santo” (Imagem: Reprodução / RedeManchete.net)

“Corpo Santo”

Em 1987, a Manchete inaugurou o gênero “novela-reportagem”. José Wilker assumia o departamento de dramaturgia da casa, apostando forte na crônica policial. Para o roteiro, José Louzeiro, de bem-sucedida carreira cinematográfica e literária, quase sempre com enredos acerca de crimes e consequentes investigações. O título “Corpo Santo” fazia referência à castidade de Simone Reski (Christiane Torloni, que não foi até o fim da produção) e a paranormalidade de sua filha, Lucinha (Sílvia Buarque). A mãe se envolve com Téo (Reginaldo Faria), ligado ao submundo do contrabando, da prostituição e dos filmes pornôs. Téo induz Lucinha a participar das fitas: o corpo da jovem, contudo, não aparece nos negativos, o que lhe confere uma suposta “santidade”. A trama foi contemplada com o APCA de “melhor novela”.

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Lucélia Santos em “Carmem” (Imagem: Divulgação / Manchete)

“Carmem”

A substituta de “Corpo Santo” não fez por menos. “Carmem” contava com texto de Gloria Perez e direção, dentre outros, de Luiz Fernando Carvalho, um dos responsáveis pela recém-encerrada “Helena” (1987), outro projeto de Wilker, alocado na segunda faixa de novelas da emissora, 19h45. Ainda, a presença de Lucélia Santos, então um dos nomes fortes da concorrente – que, dizem, tornou-se “persona non grata” na Globo após aceitar o convite da Manchete. Nesta adaptação da ópera de Georges Bizet, baseada em conto de Prosper Mérimée, Carmem (Lucélia) estabelece um pacto com a pomba-gira (Neusa Borges), buscando exercer poder sobre os homens. Acabou por enfeitiçar o público, arrebatando a vice-liderança de audiência – e, não raramente, beliscando o primeiro lugar.

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Angélica no “Clube da Criança” (Imagem: Divulgação / Manchete)

“Clube da Criança”

Em seu primeiro dia útil, 6 de junho de 1983, a Manchete lançou o “Clube da Criança”, conduzido pela então modelo Xuxa Meneghel. A loirinha despertou o interesse da Globo, que a contratou em 1986. “Despejada” das manhãs globais, onde apresentava o “Balão Mágico” (1983), Simony migrou para a “TV de primeira classe”, à frente da “Nave da Fantasia”. No ano seguinte, porém, transferiu-se para o SBT, abrindo vaga para uma pré-adolescente que ambicionava o êxito no mundo da música: Angélica. O sucesso da garota levou ao relançamento do “Clube”, que incomodou bastante a emissora-líder, graças à ela e aos tokusatsu – séries japonesas como “Changeman” e “Jaspion”. E a atração acabou por impulsionar a carreira de Angélica no mercado fonográfico. Foi de táxi, cês sabem…

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Angélica no “Milk Shake” (Imagem: Divulgação / Manchete)

“Milk Shake”

A boa audiência do “Clube da Criança”, de segunda-feira a sexta-feira, levou a criação do “Milk Shake”, no ar a partir de 6 de agosto de 1988, sábado, às 16h. O horário estava “órfão” do “Cassino do Chacrinha”, da Globo, devido ao falecimento, em 30 de junho, do apresentador Abelardo Barbosa – responsável pela primeira aparição de Angélica, ainda criança, na TV. A Manchete não escondeu a intenção de angariar os pontos perdidos pela concorrente com a morte do “Velho Guerreiro”. Logo, a mistura de dramaturgia, entrevista e música caiu no gosto do público. E de celebridades como Caetano Veloso, que, em entrevista à revista IstoÉ, elegeu o “Milk Shake” como seu programa musical preferido, porque tinha “de tudo”, do BR Rock do Kid Abelha ao romântico de Rosana; da MPB de Caê à lambada do Kaoma.

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Logotipo do “Cinemania” (Imagem: Reprodução / YouTube)

“Cinemania”

Wilson Cunha e, posteriormente, Tânia Rodrigues comandavam o “Cinemania”, veiculado nas tardes de sábado. O programa sobre os bastidores da sétima arte era dividido em colunas que destacavam clássicos, lançamentos e trilhas sonoras. Em 1991, ganhou um spin-off: “Cinemania 2 – Mais Forte Ainda”, dedicado à cobertura de filmes, digamos, “safadinhos”. As sessões da Manchete, aliás, privilegiavam a “saliência” de longas-metragens brasileiros em “Cinema Nacional”. Ainda, faixas como “1ª Classe”, “Sala Vip” e “Sessão Extra”. Nada mal para quem estreou com “Contatos Imediatos de Terceiro Grau” (1977), que rendeu a primeira indicação de Steven Spielberg ao Oscar de “melhor diretor”.

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Agildo Ribeiro no “Cabaré do Barata” (Imagem: Reprodução / YouTube)

“Cabaré do Barata”

Os sábados da Manchete eram dedicados ao humor, tal e qual o SBT fez por anos, com “A Praça é Nossa”, e a Globo faz hoje, com o “Zorra”. Aliás, o “Cabaré do Barata” (22h50), atração de Agildo Ribeiro, era tão ou mais crítico do que o humorístico da emissora-líder costuma ser. O programa, que estreou no auge da campanha de Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva à presidência, satirizava políticos, retratados em bonecos manipulados. Agildo encenava situações cômicas com os “muppets” – que reproduziam, por exemplo, Leonel Brizola, Paulo Maluf e Zélia Cardoso de Melo –, debatendo economia e outros assuntos de interesse dos brasileiros. Uma aposta divertida e inovadora, embalada por uma canção muito pertinente: “Por Debaixo do Panos”, com Ney Matogrosso, o tema de abertura.

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Logotipo do “Documento Especial” (Imagem: Reprodução / Manchete)

“Documento Especial”

Em 1989, a Manchete abrigou o “Documento Especial – Televisão Verdade”, jornalístico produzido por Nelson Hoineff e apresentado por Roberto Maya. A atração permaneceu na grade até 1992, quando em meio à crise que se abateu sobre o grupo Bloch causou a mudança do formato para o SBT; para substitui-lo, o genérico “Manchete Especial – Documento Verdade”. O “Documento Especial” marcou época por tratar assuntos espinhosos sem o “verniz” de atrações como o “Fantástico” e o “Globo Repórter”. Dentre as pautas, homossexualidade, obesidade, sexo, suicídio, ufologia e até denúncias contra a Igreja Universal do Reino de Deus, de propriedade de Edir Macedo, também dono da Record.

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Christiane Torloni e Raul Gazolla em “Kananga do Japão” (Imagem: Reprodução / Editora Abril)

“Kananga do Japão”

Antigo projeto de Adolpho Bloch e Carlos Heitor Cony, transformado em novela por Wilson Aguiar Filho, “Kananga do Japão” reativou o núcleo de dramaturgia da emissora após uma pausa de sete meses (de janeiro a julho de 1989). O enredo, ambientado na década de 1930, acompanhava a trajetória de Dora (Christiane Torloni); por dinheiro, ela se casa com Danilo (Giuseppe Oristânio) e vê Alex (Raul Gazolla), seu grande amor, envolvido com Letícia (Tônia Carrero), mãe de seu marido. A produção, regida pela cineasta Tizuka Yamasaki, reconstituiu o painel cultural da década de 1930, unindo ficção e realidade – algo que, posteriormente, a Globo fez, e muito, em minisséries. Dentre as figuras reverenciadas no enredo, Carmen Miranda (Stella Miranda), Madame Satã (Jorge Lafond) e Nise da Silveira (Guida Vianna).

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Marcos Winter e Cristiana Oliveira em “Pantanal” (Imagem: Divulgação / Manchete)

“Pantanal”

“Kananga do Japão” abriu caminho para a investida em “Pantanal”, o projeto mais ousado, e mais bem-sucedido, da dramaturgia da Manchete. Assim como José Wilker fez com Gloria Perez – que aceitou o convite para “Carmem” diante da demora da Globo em produzir “Barriga de Aluguel” –, Jayme Monjardim, então diretor artístico da casa, acenou para Benedito Ruy Barbosa no momento em que o autor, estagnado às 18h, pleiteava voos maiores. “Pantanal” passou anos na gaveta da emissora-líder. Saiu de lá para fazer história na Manchete, com longas tomadas de voos de tuiuiú e jacarés à beira do rio. A paisagem servia de moldura para a saga de José Leôncio (Paulo Gorgulho / Cláudio Marzo), que fez morada na terra que seu pai, Joventino / Velho do Rio (também Marzo), desbravou; ainda, Maria (Cássia Kis) e Juma Marruá (Cristiana Oliveira), as mulheres que, em defesa da própria vida e das crias, viravam onça.

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Almir Sater e Ingra Liberato em “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (Imagem: Reprodução / O Globo)

“A História de Ana Raio e Zé Trovão”

A Manchete planejava sair do Pantanal direto para a Amazônia; as gravações na região, contudo, eram inviáveis no período previsto para a pré-produção. Com a intenção de mostrar “o Brasil que o Brasil não conhece”, a emissora apostou em “A História de Ana Raio e Zé Trovão”, novela itinerante que mobilizou não só elenco e técnica como também os autores, Marcos Caruso e Rita Buzzar, em viagens país afora, contando com participações de Chitãozinho & Xororó, Roberta Miranda, Sandy & Junior e Sérgio Reis, dentre outros. No centro da trama, Ana Raio (Ingra Liberato), que, em busca da filha Maria Lua (Micaela Góes) – sequestrada pelo pai, Canjerê (Nelson Xavier) – se integra à caravana de Dolores Estrada (Tamara Taxman), doida de ciúme ao ver a nova contratada se aproximar de Zé Trovão (Almir Sater).

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“Os Cavaleiros do Zodíaco” (Imagem: Reprodução / IMDB)

“Os Cavaleiros do Zodíaco”

Em 1994, já sem Angélica e sem “Jaspion”, a Manchete voltou a angariar simpatia da molecada com a estreia de “Os Cavaleiros do Zodíaco”. O anime tornou-se campeão de audiência da emissora, que o exibia em dois horários, pela manhã no “Dudalegria” – de Duda Little, ex-repórter das atrações de Xuxa Meneghel – e no início da noite. Não é exagero dizer que “Cavaleiros” auxiliou o canal a recuperar prestígio, após as crises artística e financeira, responsáveis pela venda ao grupo IBF em 1992 e pela retomada do controle por Adolpho Bloch. Álbuns de figurinhas, bonecos, chicletes e roupas relacionadas ao desenho faziam a cabeça dos pequenos. Não à toa, “Os Cavaleiros do Zodíaco” mantém, até hoje, uma legião de fãs…

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Márcia Peltier em “Márcia Peltier Pesquisa” (Imagem: Reprodução / YouTube)

“Márcia Peltier Pesquisa”

Em 1992, Márcia Peltier, após deixar a Globo e passar pela TVE, estreou na Manchete à frente de uma atração diária que levava seu nome – além de um quadro no “Programa de Domingo”, no qual comentava frases de famosos disparadas ao longo da semana. Em 1995, a jornalista lançou o “Márcia Peltier Pesquisa”, que partia da análise de dados sobre temas variados, debatidos em reportagens, no Brasil e no exterior, e entrevistas. Um único episódio contava com até quatro pesquisas, da crença em reencarnação às desavenças conjugais. Na ocasião, Peltier conciliava o programa com a bancada do “Jornal da Manchete”; ela foi uma das últimas funcionárias a deixar a casa, um ano antes do fim, transferindo-se para a Band.

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Victor Wagner e Taís Araújo em “Xica da Silva” (Imagem: Divulgação / Manchete)

“Xica da Silva”

Depois de Gloria Perez e Benedito Ruy Barbosa, Walcyr Carrasco. O novelista, responsável por minisséries exibidas pela Manchete no início dos anos 1990, estava encostado no SBT quando atendeu ao chamado do diretor Walter Avancini para desenvolver os capítulos de “Xica da Silva”, a escrava que virou rainha. Detalhe: sem romper o vínculo com a concorrente. Sob o pseudônimo de Adamo Angel, Walcyr criou um arsenal de ideias capaz de fixar a Manchete, outra vez, entre as três maiores emissoras do país. A novela teve o mérito de “lançar” Taís Araújo (Xica), coadjuvante na antecessora “Tocaia Grande” (1995). Também fez brilhar Drica Moraes (Violante), sempre relegada a personagens menores na Globo; aqui, na linha de frente. Destaque também para Giovanna Antonelli (Elvira), Guilherme Piva (Zé Maria), Carla Cabral (Das Dores), Murilo Rosa (Martim) e Zezé Motta (Xica no cinema; Maria, mãe da protagonista, na TV).

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Murilo Rosa, Carla Cabral e Victor Wagner em “Mandacaru” (Imagem: Divulgação / Manchete)

“Mandacaru”

Entre “Xica da Silva” e “Brida” – trama que sepultou a dramaturgia da Manchete –, “Mandacaru”, novela de muitos autores, baseada na obra de Menotti Del Picchia e dirigida por Walter Avancini. Coadjuvantes na antecessora, Carla Cabral e Murilo Rosa foram alçados ao protagonismo, com Juliana, filha de um poderoso latifundiário do sertão da Bahia, e Tenente Aquiles, apaixonado pela moça. Era também a luta de dois bandos de cangaceiros, chefiados por Tirana (Victor Wagner) – também envolvido com Juliana, sequestrada por ele no primeiro capítulo – e Zebedeu (Benvindo Sequeira). Este último acabou por dominar o folhetim, excessivamente esticado numa tentativa de estancar a crise de audiência da emissora e de protelar a estreia de “Brida”, evitando conflito com a última grande cobertura esportiva do canal, a da Copa do Mundo na França.

 

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