A Globo prepara um verdadeiro banho de tecnologia para os telespectadores durante a Copa do Mundo Fifa, que começa em junho.
A emissora planeja lançar oficialmente o padrão DTV+, conhecido como TV 3.0, em regiões de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
A novidade promete revolucionar a forma como o público interage com a programação, unindo o broadcast tradicional à internet de banda larga para uma experiência mais imersiva.
Essa iniciativa, que chega após a regulamentação da TV 3.0 pelo presidente Lula em setembro do ano passado, é vista pela Globo como um marco para o futuro das transmissões.
Marcelo Bossoni, diretor de tecnologia e produção de conteúdo, destaca que a Copa do Mundo é apenas o pontapé inicial, com planos de expandir o formato para toda a grade, oferecendo conteúdo 24 horas em DTV+.
A aposta é tão grande que a emissora já explora recursos em 4K, que também serão amplamente utilizados durante o Mundial.
Globo quer atrair mais anunciantes com a TV 3.0
A estratégia da emissora carioca vai além da inovação tecnológica; o objetivo principal é atrair mais anunciantes. Durante seu upfront em outubro do ano passado, a emissora já sinalizava investimentos em novas oportunidades de publicidade segmentada, interativa e contextualizada.
Com a TV 3.0, essa promessa se torna realidade, especialmente em transmissões esportivas. Bossoni explica que a interatividade é um dos grandes trunfos do novo padrão.
Ele exemplifica: “Ao longo das transmissões teremos mais possibilidades de o torcedor continuar assistindo ao jogo, mas poder olhar um replay de algo que não foi reprisado ainda”.
Além disso, a TV 3.0 abre as portas para um modelo de negócio totalmente diferente para as marcas, com a área de negócios da Globo já desenvolvendo pacotes para experiências diferenciadas.
O que é preciso para assistir à TV 3.0?
Para embarcar nessa nova era da televisão, o telespectador precisará de um equipamento compatível. Assim como na transição para a TV digital, o padrão DTV+ exige um conversor ou um televisor que já venha com a tecnologia embarcada.
A fabricante chinesa ZTE já apresentou modelos de conversores em testes no Brasil, em parceria com o Ministério das Comunicações e a Anatel.
A Globo também está em contato com fabricantes de TVs para impulsionar o desenvolvimento de novos aparelhos.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_
