Pabllo Vittar
Pabllo Vittar deu declaração sobre Bolsonaro para a revista TIME (Imagem: Reprodução / Instagram)

Em entrevista para a revista TIME, a cantora Pabllo Vittar demonstrou publicamente ignorar a história do Brasil. Primeiro por declarar ter vergonha de ser brasileira por causa do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Ora, a nossa nacionalidade é apenas nossa e de mais ninguém e ninguém pode ter vergonha de ser brasileiro por causa de um presidente da República. Fosse assim, depois de todas as condenações do ex-presidente Lula (PT) nenhum brasileiro deveria de ter orgulho de ser brasileiro.

E todos os brasileiros que trabalham, que geram empregos, que pagam impostos ou até são aposentados tem orgulho de serem brasileiros.

Em seguida, Pabllo Vittar declarou que no atual governo as pessoas estão tendo suas casas e seus direitos retirados. Esta declaração é um absurdo porque isto não existe. Existe na Venezuela e não no nosso país. Não existe nenhum caso de alguém ter sua casa ou seus direitos retirados pelo atual presidente.

Depois a cantora disse que no Brasil ser artista LGBT é “matar um leão por dia”. Vamos primeiro contar que “matar um leão por dia” é viver com um salário mínimo, coisa que Pabllo deve desconhecer.

E quanto à parte LGBT, tenho que lembrar da história do Brasil para ela. Durante o Regime Militar, com presidentes militares e censura feita pela Polícia Federal, artistas como Ronaldo Ésper, Denner, Clodovil e a travesti Rogéria, em tempo algum foram censurados na TV.

E tem mais uma coisa. Na época mais viril do Regime Militar, em 1968, no Rio de Janeiro, no Teatro Rival, Rogéria fazia dois shows por noite, com plateias lotadas pela classe média carioca e não por uma exclusivamente gay.

A travesti Rogéria tinha uma voz incrível e era amada pelo povo que lotava seu teatro e, em tempo algum, a censura impediu que o maior show de travestis do mundo fosse realizado toda noite no Rio, em 68.

Quando acabou o Regime Militar, foi no governo civil de Sarney que Clodovil foi tirado do ar, em 1988, na TV Manchete, pelo democrata Ulysses Guimarães, que telefonou para o dono da emissora e ordenou a censura. E foi também durante o governo democrático que um presidente da Câmara processou Hebe Camargo e tentou tirá-la do ar.

Na época do Regime Militar ninguém ganhava papel em novela ou programa de TV porque era gay. Ganhava espaço na TV e no teatro porque era grande artista. Inclusive, na televisão e o teatro, desde os anos 50, sempre teve uma quantidade imensa de homossexuais e ninguém os desrespeitava por isto e nenhum deles se vitimizava ou agredia as pessoas ou as famílias.

Então, antes de falar tanta bobagem, Pabllo Vittar deveria conhecer história do Brasil que, infelizmente, não é contada nas escolas, mas que este colunista tem toda documentação para provar o que fala e sobre o que diz agora.

Ser brasileiro é ter orgulho de ser brasileiro e respeitar o pai, a mãe e os professores.

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