Pocah reclama de seletividade em censura de clipe e reage sobre educação sexual

Pocah
Pocah voltou a reclamar de censura em canal no YouTube (Imagem: Reprodução/ GNT)

Pocah voltou a soltar o verbo contra a censura que sofreu em clipe no YouTube. A famosa, então, declarou acreditar que existe uma seletividade quanto ao tratamento dado aos homens e as mulheres na forma como falam de sexo em suas músicas.

No Papo de Segunda, do GNT, de ontem (9), a famosa fez referência ao que ocorreu com o seu lançamento de Muito Prazer, que teve o alcance limitado pela plataforma.

“Tem raba? Tem. Mas tem em vários clipes. Tá muito seletivo, eu tenho percebido, se fosse algo que fosse pra todos, ok. Tá muito seletivo pras mulheres. Se tivesse um cara colocando um monte de mulheres assim… Meu clipe é arte, inclusive tem uma galeria de arte e o monumento sou eu mesma”, disparou ela.

Pocah ainda ressaltou: “Essa música é uma música que falo sobre sexo, sexo oral, prazer feminino. Isso não é de hoje, eu não inventei hoje. Madonna falava explicitamente de sexo nas músicas, Cindy Lauper, várias cantoras maravilhosas, incríveis, há muito já fazem isso. É liberdade de expressão”.

A ex-BBB também afirmou que a sua música possui um conteúdo adulto, mas que acredita que o papel de “censor” caiba aos pais.

“Essa música, especificamente, é uma música pra adulto. Eu reconheço isso. Pra mim, criança não tem que tá na internet. Os pais que devem dar a liberdade ou não. Meu filho vai usar a internet, meu filho não vai usar internet. O responsável pela criança ou não que deve decidir isso”, declarou a funkeira.

A famosa declarou como é ser mulher e trabalhar nesta área. “Ser mulher no nosso país… Eu como mulher posso falar. Quando falo isso, não tô me vitimizando, mas ser mulher, trabalhando no ramo musical, artístico, é muita pedra que a gente recebe. E esse lance que a gente tá dizendo, na hora de pegarem a gente, colocar a bunda, objetificar, tá lindo, maravilhoso. Mas na hora da mulher usar a voz dela, falar abertamente sobre sexualidade, prazer, aí ela não pode”, disse.

“Na minha música, eu falo ‘Se gostou do que eu faço com a raba, imagina o que eu faço com a boca’. Eu tô falando de sexo oral? Estou falando de sexo oral. Porém também quero dizer que sou uma mulher cheia de experiências na vida e eu tenho muito a dizer. Não é pra me limitar só a raba, ao funk, não. Eu sou muito mais além disso“, comentou ela.

Pocah finalizou: “Eu não consigo ver diálogos dessa forma quando é um homem cantando. Mas quando é a mulher, eu tenho que vir a público. Galera, meu clipe foi censurado e tal. É diferente. Se é pra um, tem que ser pra todo mundo. Minha luta é essa”.

Luiz Fábio Almeida
Luiz Fábio Almeida é jornalista, produtor multimídia e um apaixonado pelo que acontece na televisão. É redator e colunista do RD1. Está nas redes sociais no @luizfabio_ca e também pode ser através do email [email protected]
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