Reynaldo Gianecchini revela “sombras” e faz confissão sobre personagem desafiador

Reynaldo Gianecchini
Reynaldo Gianecchini está em Bom Dia, Verônica (Imagem: Reprodução / Instagram)

Interpretando um personagem denso em Bom Dia, Verônica, da Netflix, Reynaldo Gianecchini abriu o jogo e contou como foi seu processo para compor um líder religioso que comete abusos contra suas fiéis, inclusive esposa e filha.

Foi, talvez, o personagem mais difícil que já fiz”, disse o ator, em entrevista ao OtaLab, no Splash.

Esta série toca num tema muito delicado, que é o abuso, de uma forma muito contundente. É um soco no estômago, mas é muito necessário”, afirmou o galã, que completou:

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“Foi muito desafiador. É uma zona que eu não circulo muito. Não que eu não tenha as minhas sombras. Eu não sou esse fofo, ninguém é; tenho as minhas sombras”.

De acordo com Reynaldo Gianecchini, a dedicação foi tão grande que ele mal conseguiu dormir: “Foi um mergulho muito intenso e muito rápido, as cenas eram difíceis e muito boas. Eu dormia duas horas por noite. Ia pro set já muito mexido, com a cabeça a mil”.

“Claro que a criatividade aciona aquele universo, então o ator tem que cutucar suas sombras. É desconfortável, mas é prazeroso também, porque é de mentirinha. É ótimo ter permissão para lidar com seus demônios. Gosto muito disso na profissão“, pontuou.

Reynaldo Gianecchini detona Bolsonaro e faz revelação sobre a Globo

Sem contrato fixo com a emissora, o ator abriu o jogo em entrevista à Veja e contou que “na Globo, a regra era não falar de política”. “Eu entendo. Mas chegou uma hora em que precisei me posicionar”, disparou.

O governo Bolsonaro é inegavelmente uma tragédia. Áreas fundamentais para o crescimento de uma nação estão jogadas às traças. Sou filho de professores, uma profissão que amo, e me dói ver como a educação do país está. Isso sem falar do setor cultural. O streaming salvou o cinema brasileiro do Bolsonaro”, disse o famoso.

Em seguida, Reynaldo contou que revê os trabalhos do passado, como Laços de Família (2000) com olhar mais crítico. “Fiz Da Cor do Pecado, hoje um título inadmissível. Parece que é chato, mas, para mudar, precisamos ser chatos. Se 60% da população é negra, então todos os elencos deveriam ter no mínimo 60% de negros. Não trabalho em projetos que não tenham elenco diverso”, comentou.

O artista, que estreou na TV como e Edu em Laços de Família, revelou que o ano da novela foi o mais difícil de sua vida. “Sou uma pessoa reservada, e de repente todos queriam saber sobre mim. Comecei a me fechar. Entrei numa profissão complexa sem estar preparado. Eu me cobrava demais. Se não fosse a Marília, eu teria pirado”, afirmou.

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Da Redação
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