Na disputa pela audiência do Brasil na Copa, Globo e Cazé TV brigaram ponto a ponto — mas os números mostram que, na prática, uma não engoliu a outra.
Cada plataforma cravou marcas milionárias ao longo dos cinco jogos da Seleção, provando que o telespectador se dividiu sem abandonar nenhuma das duas.
Para quem assistiu, é o retrato de como a Copa mudou o hábito de ver futebol. O balanço veio depois da eliminação para a Noruega, por 2 a 1, no último domingo (5), que enterrou de novo o sonho do hexa.
Mesmo com a queda, os veículos comemoraram os dados. A conta da Globo impressiona: os cinco jogos do Brasil foram acompanhados por 106 milhões de pessoas, somando TV aberta, SporTV e Globoplay.
Como foi a audiência da Globo nos jogos do Brasil
A despedida contra a Noruega rendeu 33 pontos no Painel Nacional de Televisão — a maior audiência daquela faixa em sete anos. Na Grande São Paulo, a média foi de 31 pontos; no Rio, chegou a 37 pontos.
A emissora ainda destacou um dado de exclusividade: 52,9 milhões de brasileiros foram impactados somente pelas transmissões dela nos cinco jogos, o equivalente a 42% de todo o público das partidas.
E os recordes da Cazé TV na Copa?
Do lado do streaming, a saída do Brasil também deu números de arrepiar. A transmissão da derrota para a Noruega bateu pico de 18,5 milhões de dispositivos conectados, com alcance de 37,8 milhões de contas únicas.
Curiosamente, esse nem foi o recorde do canal no torneio. O auge veio na vitória sobre o Japão, nas oitavas, com 21 milhões de dispositivos simultâneos.
A audiência foi crescendo conforme o Brasil avançava:
- Brasil x Marrocos (estreia): 12,7 milhões de dispositivos;
- Brasil x Haiti: 16,2 milhões de dispositivos;
- Escócia x Brasil: 18,4 milhões de dispositivos;
- Brasil x Japão (oitavas): 21 milhões de dispositivos.
Por que as duas conseguiram vencer ao mesmo tempo
O segredo está na forma de medir. A audiência da Globo é aferida pelo Ibope/Kantar, em pontos e share; a da Cazé TV vem do YouTube, em dispositivos e contas conectadas. São réguas diferentes para públicos diferentes.
Na prática, quem gosta da TV tradicional continuou na Globo, e quem prefere o clima descontraído do streaming ficou na Cazé. O bolo de espectadores cresceu para todo mundo.
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.
