Mesmo sem os direitos da Fórmula 1 a partir de 2026, a Band decidiu reagir de forma agressiva no mercado esportivo e montou um pacote robusto de automobilismo para seguir relevante na TV aberta.

A emissora apostou em diversidade de categorias, manteve nomes de peso no time e assegurou transmissões estratégicas que a colocam em posição competitiva diante da Globo no segmento de esportes a motor.
Ao todo, serão seis grandes competições exibidas ao longo da temporada: Fórmula Indy, MotoGP (GP do Brasil), Fórmula E, Copa Truck, Stock Car e Porsche Cup.
A estratégia passa por ocupar diferentes públicos, do fã de monopostos ao apaixonado por categorias de turismo, garantindo presença constante na programação esportiva.
Band aposta em força no automobilismo
Sem a Fórmula 1, agora de volta à Globo, o Grupo Bandeirantes redistribuiu talentos e reforçou sua grade com modalidades que já possuem tradição no canal.
Segundo o portal Motorsport.com, Téo José será o principal narrador de duas das apostas internacionais: o GP do Brasil de MotoGP e a Fórmula E, além de retornar às transmissões da Copa Truck, algo que ele próprio confirmou nas redes sociais.
Outro movimento importante foi a contratação da IndyCar, popularmente conhecida no Brasil como Fórmula Indy. A Band fechou contrato para transmitir as próximas três temporadas da categoria, reforçando sua vocação histórica no automobilismo internacional.
A narração ficará a cargo de Geferson Kern, com comentários de nomes experientes que já faziam parte do time da Fórmula 1, como Reginaldo Leme, Max Wilson e Tiago Mendonça.
Mudança no canal
A nova fase também provocou mudanças internas. Sérgio Maurício, que foi a voz da Fórmula 1 na Band entre 2021 e 2025, passará a ser o âncora da programação da Stock Car, categoria mais tradicional do automobilismo brasileiro. A escolha reforça o peso que a emissora pretende dar às competições nacionais.

Já a saída de alguns profissionais marcou o fim de um ciclo. Felipe Giaffone, comentarista e piloto da Copa Truck, anunciou sua despedida do Grupo Bandeirantes após o fim da parceria com a F1.
Em publicação nas redes sociais, ele destacou a intensidade do trabalho e agradeceu aos colegas que fizeram parte das transmissões desde a saída da Fórmula 1 da Globo.
“Foram muitos finais de semana de trabalho intenso, sempre com grandes companhias”, escreveu Giaffone, citando Sérgio Maurício, Reginaldo Leme, Max Wilson e a repórter Mariana Becker, presença constante nos circuitos ao redor do mundo.
Luiz Fábio Almeida é jornalista, produtor multimídia e um apaixonado pelo que acontece na televisão. É editor-chefe e colunista do RD1, onde escreve sobre TV, Audiências da TV e Streaming. Está nas redes sociais no @luizfabio_ca e também pode ser encontrado através do email [email protected]
