Tarcísio Meira lembra início humilde da Globo e casamento com Gloria Menezes

Tarcísio Meira
Tarcísio Meira em entrevista ao Conversa com Bial (Imagem: Divulgação / Globo)

Convidado do Conversa com Bial desta terça-feira (5), Tarcísio Meira revelou que, apesar de nunca ter sido a sua pretensão ficar famoso e se tornar um dos maiores galãs da teledramaturgia brasileira, descobriu a fórmula para o sucesso.

“Eu sempre tive o cuidado de trabalhar para o público. Sempre achei ser necessário fazer o personagem focado no que as pessoas queriam. Nem sempre agradei, mas o meu público eu procurava contentar”, afirmou.

Aos 84 anos, sendo 60 deles só de carreira, o ator lembrou o início da Globo e a sua pretensão, já nos primeiros anos, em virar um conglomerado de entretenimento, sobretudo com as novelas.

“Doutor Roberto [Marinho] teve a audácia de fazer novela. A Globo era pobrinha, fazer novela era uma coisa cara, era muito mais fácil ter filmes, seriados americanos, como as outras emissoras. O Boni [José Bonifácio de Oliveira Sobrinho] me chamou e eu fui até ganhando menos do que eu ganhava. Dinheiro nunca foi importante, mas eu acreditei na força do projeto, na novidade”, lembrou.

Questionado por Pedro Bial sobre a existência do polêmico beijo técnico, o veterano confessou: “Não tem isso não. Beijo é beijo. Não tem como ser técnico. É bom. Os homens me odiavam”, garantiu, aos risos.

Tarcísio também falou sobre o casamento com a atriz Gloria Menezes, e recordou como conheceu a esposa. Conheci a Glória fazendo uma peça com Antunes Filho, uma remontagem do Plantão 21. Eu era um gângster. Estávamos ensaiando quando ela subiu ao palco. Fiquei olhando, gostei e falei ‘tem caldo'”, narrou.

O primeiro beijo do casal também aconteceu no palco. “Foi no fim de uma peça, eu a beijava e a matava. Enforcando e beijando”, contou ele, que ainda lamentou a atual situação da política brasileira.

“Não sei porque não conseguimos consertar o Brasil. É um país muito rico, com gente muito boa, especial, e continuamos pobres. Existe uma pobreza no Brasil incrível, revoltante. Eles [políticos] precisam dar um jeito nisso, o quanto antes. É um absurdo”, disparou.

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