O Ministério da Justiça decidiu não acatar o pedido da Globo para reclassificar a novela Três Graças com um selo que permitisse a exibição para maiores de 12 anos. A negativa veio devido ao conteúdo considerado forte exibido na trama.

Três Graças é alvo de decisão do Governo (Imagem: Reprodução / Globo)
Desde sua estreia, em outubro, a novela das nove ganhou o rótulo de “não recomendada para menores de doze anos”.
Essa classificação inicial foi definida pela própria emissora, seguindo as orientações do Ministério da Justiça por meio de um processo de autoclassificação.
🚨 O QUE SIGNIFICA “+14”?
O selo de 14 anos não é apenas um número! Ele funciona como um alerta amarelo para os pais: indica cenas com violência, angústia ou conteúdo sexual que exigem mediação.
Durante o período em que se utilizou dessa classificação provisória, a Globo solicitou ao órgão governamental a mudança para a faixa etária de doze anos. Contudo, o pedido foi negado.
Globo tem pedido negado sobre Três Graças
Na publicação feita no Diário Oficial da União na última terça-feira (30), o ministério definiu a nova classificação da novela, agora como “não recomendado para menores de quatorze anos”.
A justificativa do departamento apontou que a produção exibe temas como sexualidade, uso de drogas, linguagem inadequada e violência.

Globo exibe Três Graças de segunda a sábado (Imagem: Divulgação / Globo)
No Brasil, as emissoras têm liberdade de horário, mas a classificação indicativa é rigorosa. Se uma novela é reclassificada pelo Ministério da Justiça, a mudança é obrigatória em todas as mídias, inclusive no streaming!
Fonte: Secretaria Nacional de Justiça
Como resultado, a Globo foi obrigada a estender as restrições para a trama em todas as suas plataformas, incluindo o Globoplay.
Essa mudança na classificação ocorre pouco tempo após as alterações em Dona de Mim, que também foi vetada para menores de quatorze anos, após avaliação do DPJUS (Departamento de Promoção de Políticas de Justiça).
O conteúdo da trama foi considerado suscetível a temas como estigmas, erotização, violência intencional e tráfico de drogas, levando à revisão de sua classificação.
