A Paris Filmes, uma gigante do cinema no Brasil, deu um passo atrás e rejeitou a proposta para distribuir o filme “Dark Horse”, inspirado na vida de Jair Bolsonaro.
Mesmo com essa negativa, a equipe do longa mantém a estreia para 5 de novembro de 2026, a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais.
O filme, que já enfrentava atrasos e preocupações com o impacto político, agora vê sua situação ficar ainda mais complicada.
Um mercado que resiste ao projeto
A produtora Go Up, responsável pelo filme, afirmou que as negociações com outras distribuidoras continuam. No entanto, fontes próximas à família Bolsonaro indicam que nenhum contrato foi assinado até agora.
Além das dificuldades comerciais, o filme enfrenta desconfiança no mercado audiovisual, especialmente após surgirem questionamentos sobre o seu financiamento.
Dark Horse: financiamento e polêmica nos bastidores
Parte do dinheiro para o filme pode ter vindo de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que está preso sob acusações de fraudes.
Em áudios divulgados pelo The Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro aparece pedindo mais de R$ 134 milhões para financiar a produção.
Ele confirmou a autenticidade do áudio, mas defendeu a legalidade dos pagamentos. O valor recebido de Vorcaro foi de aproximadamente US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões).
Ações judiciais aumentam a tensão
A controvérsia chegou à Justiça. O grupo Prerrogativas entrou com uma ação no TSE para tentar impedir a exibição do filme antes das eleições, alegando propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder econômico.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) também apresentou uma ação no STF pedindo investigação sobre a origem dos recursos, levantando suspeitas sobre o uso de verbas para custear a estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
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