A despedida de Renato Machado, um dos nomes mais respeitados do jornalismo brasileiro, começou nesta sexta-feira (17) no Rio de Janeiro.
Familiares, amigos e colegas prestam as últimas homenagens ao jornalista, que faleceu aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea.
A cerimônia acontece no Memorial do Carmo, no bairro do Caju, e promete reunir admiradores que acompanharam sua brilhante trajetória.
Segundo informações da Globo, Renato Machado lutava contra uma insuficiência cardíaca.
Após a cerimônia de velório, seu corpo será encaminhado para cremação em uma cerimônia restrita aos familiares.
A notícia de sua partida gerou grande comoção no meio jornalístico e entre os telespectadores que cresceram assistindo ao seu trabalho.
Mas onde e quando será a despedida final?
A cerimônia de despedida para o público está sendo realizada na Capela 8 do Memorial do Carmo, com visitação aberta entre 11h30 e 14h30.
Após esse período, a família realizará a cremação em uma cerimônia privada. A clínica lamentou profundamente o falecimento e expressou solidariedade aos entes queridos do jornalista.
Renato Machado construiu uma carreira de mais de 40 anos, marcada pela credibilidade e por um estilo sereno que conquistou gerações.
Sua formação em Direito não o impediu de seguir a paixão pelo jornalismo.
Iniciou sua jornada na TV Globo em 1982 passando por programas icônicos como o Bom Dia Brasil, Jornal da Globo e até mesmo o Jornal Nacional.
Antes de brilhar na televisão, Renato Machado teve passagens pelo teatro, dublagem e pelo serviço brasileiro da BBC em Londres.
Em 1969, deu seus primeiros passos no Jornal do Brasil, onde trabalhou por mais de uma década, aprimorando seu talento antes de migrar para a telinha.
Coberturas mais marcantes
Ao longo de sua carreira, Renato Machado esteve na linha de frente de coberturas históricas que moldaram a história mundial e brasileira.
Ele testemunhou de perto a Guerra das Malvinas, o desastre nuclear de Chernobyl, a Guerra do Golfo, o impeachment de Fernando Collor.
Além da morte de Ayrton Senna e os atentados terroristas na Europa, sempre com a sobriedade que lhe era característica.
Entre 1996 e 2010, ele liderou o Bom Dia Brasil, ajudando a reformular o telejornal e a aproximá-lo ainda mais do público.
Sua experiência como correspondente internacional em Londres o levou a cobrir acontecimentos globais como os ataques ao jornal Charlie Hebdo e a crise econômica grega.
Com isso Renato acabou solidificando sua reputação como um jornalista de alcance internacional.
Após deixar a função de correspondente, Renato Machado dedicou-se a ser repórter especial do Globo Repórter.
Uma de suas reportagens mais aclamadas foi “A arte como passaporte”, que concorreu ao Emmy Internacional e mostrava o poder transformador da arte na vida de jovens brasileiros.
Sua passagem pela TV Globo se encerrou em 2021, mas seu legado de profissionalismo, elegância e compromisso com a informação continua vivo, inspirando novos jornalistas.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_
