O mercado de teledramaturgia no Brasil está prestes a passar por uma de suas maiores revoluções tecnológicas.
A DramaBox, maior plataforma de novelas curtas do planeta com uma base de 61 milhões de usuários ativos, anunciou o início de seus investimentos diretos na expansão das tramas em formato vertical.
O novo foco é realizar produções no Brasil!
A nacionalização do formato começa a ganhar as telas dos celulares a partir deste mês.
A primeira grande produção brasileira do aplicativo tem estreia oficial agendada para o dia 20 de julho e foi totalmente desenvolvida pela produtora Bewings Entertainment.
Para o terceiro trimestre, a plataforma já planeja expandir seu portfólio nacional com novos lançamentos criados pela Berry Produções.
Sobrenatural, romance e Inteligência Artificial
As produtoras brasileiras parceiras da DramaBox foram escaladas com uma missão muito clara: adaptar fórmulas de sucesso global.
A ideia é focar em sagas de romance ardente e suspenses sobrenaturais, e traduzi-las para a linguagem cotidiana, os costumes e as referências culturais do público do Brasil.
De acordo com Marcela Kartaszewicz, chefe de comunicação da DramaBox, a decisão de apostar em estúdios brasileiros é um passo natural diante do tamanho do mercado
“O Brasil é uma potência criativa. Estamos investindo no desenvolvimento de produções locais porque acreditamos no potencial dos talentos, das produtoras e na capacidade do país de criar histórias que geram conexão emocional com grandes audiências.”
Atualmente, o aplicativo conta com um arsenal gigantesco de mais de 6.000 títulos originais e licenciados.
Além dos dramas românticos tradicionais, a plataforma aposta em nichos de ação e ficção com forte uso de recursos de Inteligência Artificial para roteirização e efeitos visuais.
O avanço do streaming vertical e a resposta da Globo
O aplicativo, que pode ser baixado em smartphones com sistemas iOS (iPhone) e Android, opera em um modelo flexível de negócios.
O público pode assistir aos minicapítulos de graça (com exibição obrigatória de publicidade), comprar moedas virtuais de forma avulsa para desbloquear episódios imediatamente.
Além de oferecer opções de planos de assinatura semanais e anuais.
Embora a DramaBox traga o peso de uma multinacional, o segmento de novelas verticais já está em ebulição no país.
Diversas produtoras independentes nacionais já criam folhetins exclusivos para redes sociais.
De olho no avanço meteórico da tendência, a própria TV Globo, gigante histórica do audiovisual latino-americano, também passou a investir no filão.
A emissora sai em busca de garantir a liderança do entretenimento para a tela dos smartphones.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_
