A Globo mudou de vez sua estratégia e definiu um plano ousado para a Fórmula 1 em 2026. Após cinco anos com a transmissão na Band, a emissora retomou os direitos e promete uma cobertura ampliada, com foco no público jovem e em novos fãs da categoria.

A temporada começa no dia 8 de março, com o Grande Prêmio da Austrália. Desde o início do ano, a Globo intensificou chamadas e vinhetas sobre a Fórmula 1, mostrando que a categoria será uma das principais apostas da emissora em 2026.
Globo aposta alto na Fórmula 1 em 2026
Na TV aberta, a Globo transmitirá ao vivo 15 dos 24 Grandes Prêmios da temporada. A narração ficará com Everaldo Marques, enquanto os comentários serão de Luciano Burti e Mariana Becker, que já acompanha a categoria há anos.
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No SporTV, todas as etapas serão exibidas. A narração será de Bruno Fonseca, com comentários de Christian Fittipaldi, Felipe Giaffone e Rafael Lopes. As reportagens ficarão por conta de Guilherme Pereira, Marcelo Courrege e Julia Guimarães.
A emissora deixou claro que quer democratizar o acesso à Fórmula 1. A ideia é aproximar o esporte até mesmo de quem nunca acompanhou corridas.
Novo programa e estratégia para atrair jovens
Além das transmissões, a Globo criou o “Grid na Globo”, exibido às sextas-feiras em semanas de corrida. O programa será apresentado por Alessandro Jodar e contará com comentários do ator Caio Castro e da piloto Antonella Bassani.

Outro foco da emissora é o brasileiro Gabriel Bortoleto, que estreia na Audi nesta temporada. A Globo aposta no piloto como símbolo da volta do Brasil ao protagonismo na Fórmula 1.
O Jornal Nacional exibirá três reportagens especiais sobre o universo da categoria. Já o Globo Esporte terá uma série especial sobre os pilotos da temporada.
Patrocinadores reforçam investimento milionário
A volta da Fórmula 1 à Globo também movimentou o mercado publicitário. A emissora fechou acordos com Chevrolet, Heineken, Santander, Claro e 99Food.
O plano comercial prevê seis cotas nacionais de patrocínio. Cada uma tem valor líquido de R$ 125 milhões, segundo informações divulgadas no mercado.
Com uma estratégia mais agressiva e multiplataforma, a Globo mostra que não quer apenas recuperar a Fórmula 1, mas transformar a categoria em um dos pilares da sua programação esportiva em 2026.
Luiz Fábio Almeida é jornalista, produtor multimídia e um apaixonado pelo que acontece na televisão. É editor-chefe e colunista do RD1, onde escreve sobre TV, Audiências da TV e Streaming. Está nas redes sociais no @luizfabio_ca e também pode ser encontrado através do email [email protected]


