O documentário Preta: Eu Não Ando Só, foi transmitido pela Globo na noite da última segunda-feira (20)
A data marcou exatamente um ano da morte de Preta Gil. A exibição comoveu o público ao resgatar depoimentos inéditos sobre os momentos finais da artista.
Um dos relatos mais marcantes da produção foi o do apresentador e influenciador Gominho.
Sem meias palavras, o comunicador abriu o coração e explicou a razão decisiva que o fez abandonar sua vida em Salvador para se mudar definitivamente para a casa de Preta, no Rio de Janeiro, durante as sessões de quimioterapia.
Solidão e ausência de ex-marido fizeram apresentador agir imediatamente
Gominho relembrou o cenário de extrema fragilidade que encontrou ao visitar a amiga no início do tratamento contra o câncer colorretal.
O período delicado coincidiu exatamente com a descoberta da infidelidade do ex-marido da cantora, Rodrigo Godoy.
Ao perceber a ausência do então companheiro e notar que as pessoas ao redor seguiam suas vidas normalmente, Gominho não pensou duas vezes antes de se tornar a rede de apoio diária da artista:
“Aí era o ex-marido traindo, e ela fazendo químio. Aí eu falei, não, gente, eu não tenho condição, vou pra lá. E aí a gente já foi nessa intenção de estar como a gente sempre esteve com ela. Organizando a vida dela, ela organizando a nossa. A gente sempre viveu assim. Por isso que eu saí lá de Salvador e vim pra ficar com ela na época da químio.”
“Ela não suportava estar sozinha”, diz Gominho
Conhecendo a personalidade da cantora como ninguém, o influenciador ressaltou que a presença constante era uma necessidade vital para Preta Gil.
O apresentador revelou que a amiga rejeitava o isolamento a ponto de querer dividir até mesmo suas sessões de análise com o grupo de amigos.
“Quando eu cheguei, o Rodrigo não estava presente. Todo mundo vivendo as suas vidas… Eu não pensei duas vezes, porque eu conheço ela. Ela não suportava estar sozinha. Não tinha essa coisa de: ‘ai, meu momento sozinha’… A ponto de, em uma época, ela querer fazer terapia com a gente junto no quarto. E a gente: ‘não, ridícula, tipo, não!’”, relembrou ele, rindo.
O depoimento do apresentador fez jus ao título do documentário exibido pela Globo, comprovando que, mesmo diante da dor mais profunda e da traição, Preta Gil esteve cercada por uma rede incondicional de amor e afeto.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_
