Uma nova polêmica envolvendo fé, comportamento e segregação de gênero ganhou repercussão internacional.
Uma academia cristã recém-inaugurada no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos, chamada Proverbs 27:17 Fitness, tomou a decisão radical de proibir a entrada de mulheres e restringir o espaço exclusivamente para o público masculino.
Segundo a direção do estabelecimento, a medida visa evitar “tentações” visuais e proteger a vida conjugal dos frequentadores.
O nome do local faz referência direta ao versículo bíblico de Provérbios 27:17 (“Como o ferro afia o ferro, assim o homem afia o seu companheiro”).
A liderança da academia utilizou a passagem para criar um duplo sentido entre o crescimento espiritual em comunidade e o ato de levantar peso nos treinos.
“Santuário de força” contra a infidelidade e novos projetos
DiaTV cancela entrevista com Kim Kataguiri após críticas e confusão interna
ENTENDA O CASO →
O idealizador da proposta, identificado como Jeff, afirmou que as academias convencionais se tornaram locais propícios para a infidelidade conjugal.
Diante disso, ele defende que seu espaço funciona como um verdadeiro “santuário de força” pautado em princípios religiosos rigorosos, compartilhando sua própria história de superação como inspiração.
A iniciativa, contudo, não é um caso isolado nos Estados Unidos.
Em Denver, outro projeto similar batizado de Remnant Men está sendo desenvolvido por Mitch Parsons.
O objetivo é criar um ambiente de treino onde os homens fiquem livres da “imposição da nudez” e possam focar no desenvolvimento físico sob uma perspectiva cristã.
Debate acalorado e reações divididas nas redes sociais
A notícia provocou uma onda de reações no ambiente virtual.
A maioria dos internautas criticou a justificativa apresentada pelos fundadores, ironizando a suposta falta de autocontrole e maturidade dos frequentadores homens em espaços mistos convencionais.
Por outro lado, defensores do conceito argumentaram que a existência de academias exclusivas para o público feminino já é uma realidade consolidada há anos no mercado, e que o mesmo direito de privacidade e conforto deveria ser estendido aos homens.
A discussão segue dividindo opiniões entre o respeito à liberdade de empreender com foco em públicos específicos e as críticas ao discurso moralista empregado pela instituição.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_
