A fala homofóbica de Ratinho contra um cantor sertanejo, ao vivo no SBT, ganhou desdobramentos na Justiça.
O deputado Agripino Magalhães protocolou uma queixa-crime contra o apresentador, que agora também passou a ser investigado pelo Ministério Público.
O episódio, que já havia revoltado o público nas redes sociais, se soma a um histórico recente de polêmicas do comunicador envolvendo a comunidade LGBTQIA+. Entenda o caso.
A queixa-crime protocolada contra Ratinho
A repercussão negativa saiu das redes e chegou às instâncias legais. Um parlamentar decidiu formalizar uma ação contra o apresentador.
O advogado, ativista LGBTQIA+ e deputado federal suplente Agripino Magalhães Júnior protocolou a queixa-crime contra Ratinho, sustentando que as declarações feitas sobre o cantor Tiago Piquilo configurariam discurso homofóbico.
Segundo o parlamentar, o próprio SBT também foi acionado e pode vir a responder de forma conjunta pelos comentários exibidos no programa.
A fala de Ratinho que gerou a ação
O episódio aconteceu diante das câmeras, durante uma conversa descontraída que acabou em constrangimento. O gatilho foi o novo visual do artista.
Ao notar que Tiago Piquilo, da dupla com Hugo Alves, estava com o cabelo platinado, Ratinho perguntou se ele havia pintado os fios e, em seguida, disse que o cantor estava “com uma cara” seguida de um termo pejorativo de conotação homofóbica.
O sertanejo respondeu de forma constrangida que havia mesmo pintado o cabelo, enquanto o apresentador emendava um comentário sobre a dupla “inventar moda”. A cena repercutiu mal assim que foi ao ar.
A investigação do Ministério Público
Além da queixa-crime, o caso ganhou uma frente investigativa. Os órgãos de controle passaram a analisar as declarações.
A apuração está em andamento. O Ministério Público de São Paulo confirmou o recebimento da denúncia e informou que abrirá diligência para investigar o ocorrido.
Vale registrar que não foi só o deputado suplente a se movimentar: a deputada federal Sâmia Bomfim, do PSOL de São Paulo, também apresentou uma representação sobre o mesmo caso, ampliando a pressão sobre o apresentador e a emissora.
Um histórico de polêmicas
O novo episódio está longe de ser um caso isolado na trajetória recente do comunicador. Ele já vinha sendo alvo de outras denúncias semelhantes.
O Ministério Público de São Paulo já investigava Ratinho por episódios anteriores de suposta homofobia.
Uma dessas ações teve origem em maio, quando ele afirmou, no mesmo programa, ficar “preocupado” ao ver dois homens se beijando e sugeriu que novelas poderiam “incentivar” a homossexualidade, falas que também renderam representações de parlamentares.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias
