O biólogo e influenciador Vinicius Ferreira, o Vini Biólogo, de 33 anos, processa o SBT por falta de pagamento pelo programa Expedição Animal.
Ele pede à Justiça de São Paulo uma indenização de mais de R$ 1,2 milhão por danos morais e materiais.
O apresentador afirma ter trabalhado 11 meses sem receber, bancando do próprio bolso equipamentos, viagens e hospedagens.
Como o programa do SBT começou
Segundo Vini, a iniciativa partiu do próprio SBT, que o procurou para o projeto.
O acordo, conforme ele relata, seria enviar os primeiros episódios de forma gratuita e, dependendo da repercussão, negociar os termos da continuidade.
A atração, de cerca de 40 minutos, estreou em julho de 2025 e ia ao ar aos sábados.
A cobrança que não veio
Segundo o biólogo, o programa teve boa audiência já no primeiro mês, e ele passou a investir mais na produção a partir daí.
Uma reunião marcada para discutir os termos durou cinco minutos, segundo o relato dele, e terminou com a orientação de que buscasse patrocinadores por conta própria.
Ao pedir dados de audiência e um contrato formal para comprovar o vínculo, ele diz ter recebido de volta uma proposta de termo de cessão de imagem.
Ele via como abrir mão dos direitos comerciais e de créditos sobre o material já produzido.
O relato do impacto pessoal
Vini afirma que hoje está com a conta bancária bloqueada judicialmente e acumula dívidas que não conseguirá pagar.
Segundo ele, o trabalho envolvia risco de vida, contato com animais selvagens e viagens a lugares inóspitos — e ele esperava, no mínimo, respeito pelo esforço.
O desgaste da situação também o levou a se afastar das redes sociais antes de recorrer à Justiça.
O que diz o SBT
Em nota, a emissora nega as acusações e afirma que a versão apresentada pelo apresentador não condiz com o que foi combinado entre as partes.
Segundo a nota, o próprio produtor ofereceu os vídeos de graça em troca de divulgação e possibilidade futura de patrocínio, e a emissora diz ter colaborado na edição do material por cerca de dez meses, dando visibilidade ao conteúdo na TV aberta.
A nota afirma ainda que a emissora segue pautada por respeito, ética e profissionalismo, e que vai tomar as medidas necessárias diante da ação judicial.
Um caso a mais na lista de disputas trabalhistas
Relações informais entre emissoras e criadores de conteúdo — sem contrato prévio, na expectativa de patrocínio futuro — são terreno fértil para esse tipo de litígio.
A palavra de quem produziu o material contra a versão institucional da emissora é, neste momento, o que resta às duas partes até uma decisão judicial.
O caso corre na Justiça de São Paulo e ainda não tem data de julgamento.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias

