O repórter Williams Sousa, o Coruja, da RBA TV, afiliada da Band em Belém, recebeu nota de solidariedade da TV Tapajós, afiliada da Globo em Santarém, no Pará, depois de ser alvo de um ataque homofóbico.
O caso aconteceu na porta de uma delegacia, na última quinta-feira (20), quando o profissional foi xingado e perseguido.
Nesta segunda-feira (24), o âncora Zé Rodrigues leu a nota de repúdio ao vivo, durante o Bom Dia Tapajós.
O que motivou o ataque ao repórter da Band?
Segundo a emissora, Sousa foi hostilizado por um parente de um réu cuja condenação havia sido divulgada pelo próprio repórter.
A abordagem foi descrita como truculenta: o profissional foi ofendido e perseguido na rua durante o episódio.
É um padrão que se repete no jornalismo policial — fontes ou parentes de envolvidos em casos noticiados reagindo com hostilidade a quem cobriu a informação.
Esse tipo de reação expõe um risco recorrente da cobertura de assuntos judiciais em cidades do interior, onde repórter e personagens da notícia frequentemente cruzam o mesmo espaço público no dia a dia.
A fala do âncora no ar
Zé Rodrigues abriu a nota explicando o ocorrido: o repórter foi vítima de abordagem truculenta na rua, foi ofendido e perseguido durante a situação.
Em nome do Sistema Tapajós de Comunicação, o âncora manifestou solidariedade ao colega, chamando-o pelo apelido pelo qual é conhecido na profissão.
O gesto de uma afiliada da Globo se posicionar publicamente em defesa de um repórter de emissora concorrente chama atenção pelo tom de categoria, acima da disputa comercial entre as redes.
Manifestações desse tipo costumam ser raras entre emissoras rivais, o que reforça o peso simbólico da nota lida ao vivo.
O repúdio explícito à homofobia
Na sequência, Zé Rodrigues foi direto:
- discordar de uma informação não dá a ninguém o direito de atacar, humilhar ou tentar descredibilizar um profissional de imprensa.
A emissora reforçou repúdio a qualquer forma de ataque, preconceito — em especial homofóbico — ou intimidação contra jornalistas.
A escolha de nomear a motivação homofóbica do ataque, e não apenas tratá-lo como agressão genérica, demonstra o cuidado da nota em não diluir o caráter do crime.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias

