Bernadette Le Beller nasceu em Séglien, na região da Bretanha, no interior da França, em 19 de agosto de 1926.
Um século depois, ela celebra o marco de 100 anos de vida, hoje morando em Cléguérec, também no departamento de Morbihan, onde se estabeleceu após a aposentadoria.
Uma vida que atravessou transformações radicais
A trajetória de Bernadette atravessa mudanças que hoje parecem impensáveis para as gerações mais jovens: ela só teve acesso à eletricidade em casa aos 21 anos e conheceu a primeira máquina de lavar roupa apenas aos 63.
Esse intervalo de décadas entre duas tecnologias hoje consideradas básicas ilustra o ritmo de modernização do interior rural francês ao longo do século 20, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros urbanos, como era o caso de Séglien em sua juventude.
Um símbolo de longevidade na comunidade
A comemoração do centenário de Bernadette rendeu destaque na imprensa local, tornando-se um símbolo da memória viva de uma época que testemunhou algumas das maiores transformações tecnológicas domésticas da história recente.
Para os moradores de Cléguérec e Séglien, a data reforça o valor histórico das lembranças de moradores centenários, capazes de relatar em primeira pessoa como era o cotidiano antes da chegada da infraestrutura básica que hoje é dada como certa.
Casos como o de Bernadette também chamam atenção em um momento em que a França discute cada vez mais o envelhecimento populacional e a valorização da experiência de vida acumulada por pessoas centenárias, um grupo que cresce lentamente, mas de forma constante, no país.
Paulo Carvalho acompanha o mundo da TV desde 2009. Radialista formado e jornalista por profissão, há cinco anos escreve para sites. Está no RD1 como repórter e é especialista em Audiências da TV e TV aberta. Pode ser encontrado nas redes sociais no @pcsilvaTV ou pelo email [email protected].

