Muito antes de se tornar um dos maiores nomes da física mundial, Stephen Hawking era um jovem estudante em Cambridge.
Foi lá que ele conheceu Jane Wilde, aluna tímida que logo percebeu estar entrando em contato com uma família fora do comum.
Os Hawking tinham o hábito de levar livros para a mesa de jantar, frequentar óperas e concertos, e estimular a curiosidade intelectual dos filhos desde cedo.
Um diagnóstico que mudaria tudo
Aos 21 anos, quando o relacionamento com Jane ainda dava os primeiros passos, Stephen recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que os médicos acreditavam que o levaria à morte em poucos anos.
Mesmo sabendo que a condição do jovem físico só tenderia a piorar, Jane decidiu seguir em frente e construir uma vida ao lado dele.
Uma parceria de décadas
O casal permaneceu junto por 25 anos e teve três filhos, período em que Stephen desafiou as expectativas médicas sobre sua sobrevivência, em boa parte graças à dedicação e perseverança de Jane.
Foi também nesses anos que Hawking se consolidou como um dos maiores cientistas de sua geração, autor de best-sellers como “Uma Breve História do Tempo”, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares.
A trajetória que virou filme
A história do casal, contada sob a perspectiva de Jane, inspirou o filme “A Teoria de Tudo” (2014), que rendeu o Oscar de Melhor Ator a Eddie Redmayne pela interpretação de Stephen Hawking.

Eddie Redmayne ganhou o Oscar de Melhor Ator por interpretar Stephen Hawking em “A Teoria de Tudo” (Imagem: Divulgação/Universal)
O relato de Jane apresenta um retrato pouco convencional de amor e superação, mostrando como a dedicação mútua do casal ajudou Hawking a superar limites que a própria medicina considerava intransponíveis.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_

