O iPhone Duo, primeiro celular dobrável da Apple, enfrentou uma sequência de experimentos do canal JerryRigEverything pouco depois de chegar ao mercado.
O apresentador Zack Nelson avaliou riscos, exposição ao calor, contato com partículas e resistência estrutural.
Apesar da construção sofisticada, os resultados mostraram vulnerabilidades importantes no mecanismo de fechamento e na tela flexível.
O vídeo chamou atenção porque a dobradiça ficou comprometida após contato com areia e o painel interno terminou danificado no teste de dobra inversa.
São experimentos deliberadamente severos, que não representam necessariamente o desgaste esperado no uso normal de todos os aparelhos.
Tela externa resiste mais que painel dobrável
Na etapa inicial, a tela externa protegida pelo Ceramic Shield 2 apresentou marcas leves apenas no nível sete da escala de dureza utilizada no teste.
A tela dobrável interna foi mais sensível: riscos apareceram no nível dois, e a pressão de uma unha também conseguiu deixar marcas.
Essa diferença está relacionada à necessidade de empregar camadas flexíveis sobre o painel interno.
Nelson elogiou o acabamento fosco nanotexturizado, capaz de tornar certas imperfeições menos perceptíveis visualmente.
A construção inclui múltiplas camadas e vidro ultrafino, mas isso não impede que a superfície seja mais delicada do que a de um smartphone convencional.
Areia compromete mecanismo de fechamento
O momento decisivo ocorreu quando o aparelho recebeu terra e areia sobre a região da dobradiça.
Embora o iPhone Duo tenha certificação IP68, partículas penetraram em pontos do mecanismo e dificultaram o fechamento completo.
Os ímãs responsáveis por manter as metades unidas deixaram de atuar como esperado.
O problema apareceu antes mesmo do teste final de flexão.

A Apple utilizou acabamento com nanotextura no Iphone Duo (Imagem: Divulgação/Apple)
Uma certificação de resistência não significa imunidade a qualquer situação: condições de laboratório, partículas abrasivas e pressão mecânica podem produzir resultados diferentes.
O episódio reforça a importância de evitar sujeira na articulação e de não forçar o fechamento caso exista resistência anormal.
Dobra inversa deixa tela interna sem resposta
Depois da exposição à poeira, Nelson tentou dobrar o celular no sentido contrário ao movimento previsto pelo fabricante.
O chassi resistiu sem se partir totalmente, mas a pressão sobre a dobradiça provocou linhas verdes permanentes no display interno, que deixou de responder.
O experimento com chama também mostrou limites diferentes entre as duas telas.
O apresentador estimou que a substituição do painel dobrável poderia chegar a cerca de US$ 1 mil, valor que não deve ser tratado como orçamento oficial universal.
Os resultados sugerem atenção especial à proteção da dobradiça, ao custo de reparos e às condições de garantia antes da compra.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_

















