Alexandre Frota e Bolsonaro
Alexandre Frota desabafa contra Bolsonaro em entrevista (Imagem: Reprodução / Montagem RD1)

Alexandre Frota (PSL) não poupou críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) e destacou, com todas as letras, que não está preocupado se o seu escolhido para o comando do país “vai fazer ou não”, mas “que não ele não erre”.

O deputado federal eleito por São Paulo ainda citou a polêmica de Eduardo Bolsonaro e convites para deixar o PSL.

Em entrevista à revista Época, Alexandre Frota falou sobre a reforma da Previdência. No início dos questionamentos, o ex-ator pornô afirmou que o apoio viria caso tivesse provas do rombo da Previdência.

Questionado sobre a sua mudança, o deputado afirmou: “O que mudou é que, depois de tantas conversas com o Paulo Guedes e palestras com a equipe econômica, passei a apoiar a Previdência”.

Alexandre apareceu em plenário com bandeirinhas a favor da proposta. “Sobre as bandeirinhas, foi uma estratégia de marketing, já que a esquerda tinha camisas e faixas vermelhas. Pedi para um assessor comprar as bandeiras na 25 de Março. A esquerda ficou boquiaberta. Foi um show”, destacou.

Alexandre Frota falou que a sua maior decepção foi com o presidente da República. “Eu aprendi muito cedo na Câmara que você não tem muito tempo para se decepcionar com as pessoas. Mas quem mais me decepcionou, com toda a certeza, foi o Bolsonaro.”

“Bolsonaro precisa olhar um pouco para trás, para as coisas que ele prometeu. Quero que ele termine o mandato e acerte. Mais do que tudo, o Brasil precisa andar. Não estou mais preocupado com o que o Bolsonaro vai fazer ou não. Só não quero que ele erre”, continuou.

Alexandre rebateu as acusações de alguns bolsonaristas que chamaram a reforma de “meia boca”: “Não concordo. A reforma atingiu números excelentes, como disse o Guedes. Bolsonaro afirmou que errou na reforma dos policiais e pediu que o Congresso consertasse, jogou em nossas costas. Os bolsonaristas radicais precisam ganhar uma eleição antes de criticar”.

O famoso não poupou a recente polêmica do presidente, que teve a ideia de colocar Eduardo Bolsonaro como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. “Eu espero que ele vá para os Estados Unidos, que acerte e seja feliz. Que ele leve a Letícia ‘cartel’ (Letícia Catelani, ex-diretora da Apex) , o Filipe Martins (assessor internacional da Presidência) e toda aquela corriola que anda com ele”, ironizou.

“Lamento muito por aqueles que estudaram anos e anos para a missão diplomática”, desabafou. Se fritar hambúrguer é um requisito para ser embaixador, em referência a fala de Eduardo Bolsonaro, Frota ironizou: “Não, não é? E ele fritou hambúrguer numa lanchonete que não tem hambúrguer. Mas desse governo a gente pode esperar tudo”.

Individualmente, o deputado definiu Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão, Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Olavo de Carvalho. “Não tenho nenhum respeito por ele, não vale absolutamente nada. Tem feito muito mal ao governo”, afirmou sobre o filósofo.

“Gosto muito dele, mas desapareceu da frente de batalha”, revelou Frota sobre Mourão. Sobre Bolsonaro, o tom foi de, novamente, decepção: “Eu conheço dois Bolsonaros. O meu amigo, até o dia da eleição, e outro, presidente. Prefiro não falar mais”.

Marco Antonio Villa fala de suposta interferência de Bolsonaro em saída da Jovem Pan

Marco Antonio Villa conversou com o jornalista Marcelo Bonfá e falou sobre a possível interferência do governo de Jair Bolsonaro na sua demissão da rádio Jovem Pan. Villa lembrou a sensação pela demissão e tocou na recente polêmica entre Rachel Sheherazade e Luciano Hang.

Sobre a suposta intromissão de Bolsonaro ou dos seus aliados na sua saída da rádio paulista, Villa avisou: “Aprendi que o poder no Brasil não gosta de críticas”. O historiador preferiu não se alongar no assunto. “Seria uma leviandade eu dizer sim ou não, porque eu não sei. Para mim, isso já é passado”, ressaltou.

Novo contratado da Rádio Bandeirantes, Marco Antonio Villa não escondeu a mágoa por causa da demissão da Jovem Pan. Em comunicado, a direção da emissora afirmou que o jornalista tinha “adjetivação grosseira” em seus comentários políticos, sem citação ao Bolsonaro.

“Foi um momento muito triste, me deixou muito magoado, achei um ato de absoluta deslealdade com uma pessoa que sempre se dedicou muito ao trabalho”, desabafou. “Fiquei sabendo [que fazia as adjetivações grosseiras] pelo comunicado”, revelou.

“Claro que achei algo indevido. Eu não seria o que sou, com mais de 30 livros publicados, sendo tratado com enorme respeito por todos, se eu fizesse isso. As pessoas me reconhecem de outra forma. Isso foi algo infeliz feito por alguém com algum complexo de inferioridade, ou certo ciúme pela repercussão do meu trabalho”, declarou.

Mesmo com a saída polêmica, Marco Antonio não descartou o seu retorno à rádio. “O destino só Deus sabe. Pode ser que um dia eu seja convidado para algum tipo de trabalho que me agrade, que queiram que eu trabalhe lá. Em circunstâncias muito particulares, evidentemente que precisa ser um pouco diferente do que os episódios que ocorreram agora na minha saída”, surpreendeu.

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