A Globo aprendeu a lição e resolveu não repetir o erro.
Depois de abrir mão da exclusividade e dividir os direitos da Copa do Mundo masculina de 2026, a emissora voltou atrás na estratégia para o próximo grande torneio da FIFA.
Para a Copa do Mundo Feminina de 2027, disputada em casa, a Globo garantiu 100% dos direitos de transmissão e já corre atrás de um faturamento bilionário. Entenda a virada.
O que mudou em relação à Copa do Mudo masculina?
O contraste entre as duas competições é o coração da história.
Na Copa masculina de 2026, vencida pela Espanha, a Globo optou por dividir os direitos de exibição, algo que fragmentou o protagonismo que a emissora historicamente teve nos Mundiais.
Para 2027, o roteiro será diferente. A Globo voltará a exibir integralmente a transmissão do torneio em suas plataformas, retomando a exclusividade que não teve na edição masculina.
No material dirigido aos anunciantes, a emissora deixa claro o tom de recuperação, resumindo o posicionamento com a frase de que 100% da Copa está com ela e de que só a Globo leva as marcas para o centro do evento.
Uma aposta da Globo que pode passar de R$ 1 bilhão
O movimento tem uma motivação comercial evidente, e os números são robustos.
A emissora iniciou a venda do projeto comercial e projeta arrecadar mais de R$ 900 milhões apenas na TV aberta, onde disponibilizou seis cotas de patrocínio avaliadas em cerca de R$ 150 milhões cada.
No SporTV, foram colocadas à venda outras seis cotas, de aproximadamente R$ 26 milhões cada, totalizando cerca de R$ 156 milhões.
Somadas, as frentes podem ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão, cifra que coloca o torneio feminino em um patamar de investimento publicitário comparável ao das Copas masculinas.
Como será a transmissão da Globo na Copa do Mundo Feminina?
A Globo exibirá 56 dos 64 jogos ao vivo na TV aberta, enquanto o SporTV transmitirá todas as 64 partidas.
Os oito jogos que não entram na grade da TV aberta acontecerão simultaneamente a outros confrontos e devem aparecer em formato de resumo na programação.
A edição de 2027 também marca uma expansão de plataformas.
Será a sexta Copa do Mundo Feminina exibida pelo SporTV, a terceira pela TV Globo e a primeira com transmissão e cobertura da GE TV, consolidando a trajetória de investimento da emissora na modalidade.
A concorrência segue no páreo
Deter todos os direitos, porém, não significa transmitir sozinha.
Mesmo com a exclusividade, a Globo voltará a disputar a atenção do público com a CazéTV, que também exibirá todas as partidas do torneio ao vivo e de graça pelo YouTube.
Vale o registro de que a Globo não poderá transmitir os jogos pela plataforma de vídeos por meio da GE TV, o que garante esse espaço gratuito à concorrente.
Ou seja, a briga por audiência continuará acirrada, ainda que a Globo tenha assegurado a posição de detentora oficial dos direitos.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias
