
A Globo precisou encontrar uma nova saída para manter o clima popular nas transmissões da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
Depois de ver o Olodum, símbolo das coberturas do Brasil desde 2002, migrar para o SBT ao lado de Galvão Bueno, a emissora apostou nos bonecos gigantes de Olinda como alternativa.
A movimentação chamou atenção durante a transmissão de Brasil x Marrocos. Sem o grupo baiano, que marcou presença em várias Copas na tela da Globo, o canal buscou outro elemento tradicional da cultura brasileira para ocupar esse espaço festivo.
Globo aposta em bonecos gigantes após perder Olodum
A presença dos bonecos gigantes funcionou como uma espécie de plano B da Globo para manter o tom de celebração em torno da Seleção.
A emissora levou para a transmissão figuras populares do carnaval de Olinda, conhecidas pelo tamanho, pelas cores e pela força visual em festas de rua.
A escolha não foi aleatória. Com a saída do Olodum, a Globo perdeu um símbolo que já fazia parte da memória afetiva do público em jogos do Brasil.
Por isso, os bonecos apareceram como uma tentativa de preservar a atmosfera de festa, torcida e identidade nacional durante a cobertura da Copa.
Entre os pontos que pesam nessa mudança estão:
- a saída do Olodum da Globo;
- a ida do grupo para o SBT;
- a parceria com Galvão Bueno;
- a busca da Globo por outro símbolo popular;
- o uso dos bonecos gigantes na estreia do Brasil.
Galvão Bueno e SBT deram rasteira simbólica na Globo
A ida do Olodum para o SBT ganhou peso justamente pela presença de Galvão Bueno.
O narrador, que deixou a Globo depois de décadas como principal voz da Seleção, agora aparece em outro projeto de Copa. Ao lado dele, o grupo baiano reforça a tentativa do SBT de entrar forte no imaginário do torcedor.
Na Globo, o Olodum virou tradição desde a Copa de 2002, ano do penta da Seleção Brasileira. A batida do grupo, as cores e a energia dos integrantes passaram a fazer parte do pacote emocional das transmissões.
Com a mudança, o SBT não levou apenas uma atração musical. Levou também uma lembrança ligada a algumas das maiores coberturas esportivas da TV brasileira.
Plano B tenta manter clima de Copa na Globo
A Globo, por sua vez, reagiu com um símbolo diferente, mas igualmente popular.
Os bonecos gigantes de Olinda ajudam a manter uma linguagem visual ligada ao Brasil, à festa e à rua. Ainda assim, a mudança evidencia a perda de um elemento histórico da cobertura.
A estratégia mostra que a emissora não quis deixar a estreia da Seleção sem uma marca cultural forte. Ao trocar o som do Olodum pela imagem dos bonecos, a Globo tentou construir uma nova referência para embalar o público.
O desafio, agora, é saber se o plano B terá força para virar tradição ou se ficará apenas como resposta imediata à rasteira de Galvão Bueno e do SBT.
Moysés Batista é editor de conteúdo no FDR, com foco em finanças pessoais, benefícios sociais, políticas públicas e direitos do cidadão. Bacharel em Letras pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), atua com foco na produção de conteúdos informativos orientados por dados oficiais e normas do Governo Federal. É responsável por análises e pautação sobre programas sociais, crédito, previdência e consumo, com ênfase em clareza, serviço ao leitor e verificação de informações públicas. E-mail para contato: [email protected]
