Ary Toledo cria 5 mil piadas durante a pandemia e descreve nova rotina

Ary Toledo
Ary Toledo cria 5 mil piadas durante a pandemia e descreve nova rotina (Imagem: Reprodução / Instagram)

Ary Toledo completa 84 anos no mês de agosto e se recuperou — há 2 anos — de uma pneumonia que o colocou de cama durante 3 meses. Mesmo com as sequelas na locomoção e na respiração, o raciocínio rápido e o humor aguçado passaram ilesos, em alguém que está trabalhando a todo vigor.

Em entrevista ao jornal Extra, o humorista contou que já escreveu aproximadamente 5 mil piadas e disse que para ele o riso é tão importante quanto o pão:

O violão é meu grande companheiro, o irmão legítimo que eu não tive. Esse instrumento me deu tudo. Tenho feito tanto músicas quanto criado piadas. Meu acervo de 60 mil já aumentou um pouco, deve ter ido para 65 mil. É um número considerável, né? Recebi o troféu de Maior Contador de Piadas e Anedotas do Brasil. Do Guiness Book [livro dos recordes], ainda aguardo resposta”.

Em tempos de cancelamento e críticas duras nas redes sociais, Ary confirmou que procura ter cuidado ao falar de temas mais delicados, para não partir para algo mais ofensivo:

Sempre fiz as minhas piadas do mesmo jeito. Quando o humor ultrapassa a fronteira, cai na ofensa. E o próprio público se encarrega de punir quem exagera. É preciso bom gosto. Palavrão tem que ser usado com respeito. Parece incoerente, né? Mas os ‘standupeiros’ usam palavrão como vírgula, fica cansativo, chato. No meu espetáculo, falo sobre tudo, de política a pornografia. Aliás, entre uma e outra, gosto mais da segunda, é mais limpa”.

Voltando a falar sobre seu estado de saúde, o eterno piadista descreveu a sua rotina de cuidados médicos e avisou que já tomou as duas doses da vacina contra o novo coronavírus:

Acordo cedo só para tomar o café da manhã. Depois, eu durmo outra vez. Aí, levanto para almoçar. Faço fisioterapia três vezes ao dia, porque os nervos e os músculos das pernas atrofiaram por tanto tempo acamado. E tem o exercício respiratório também, meus pulmões ficaram 30% comprometidos. Em meio a isso, me divirto compondo ao violão, vendo TV. À meia-noite, vou dormir. Essa é a minha rotina. A recuperação é lenta demais. Leva três, quatro, até cinco anos. Eu espero estar vivo até lá. No meu apartamento em São Paulo, conto com a ajuda de uma cuidadora, uma secretária e um enfermeiro

Uma coisa que deixou Ary Toledo chateado, nesses últimos anos, foram os incontáveis boatos de morte envolvendo seu nome, atitude que ele condenou com firmeza:

Quem fala que não tem medo da morte é mentiroso. Já me mataram várias vezes na internet. Há uns 20 anos, chegaram a tocar minhas músicas na rádio sem parar, fazendo ‘homenagem póstuma’. O fake sempre existiu e não vai acabar nunca. Isso não tem graça nenhuma! É ridículo”.

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