Remy (Vladimir Brichta) enganou muita gente com sua “morte” em “Segundo Sol” (Imagem: Divulgação / Globo)

Quando Remy (Vladimir Brichta) apareceu morto a facadas na trama de “Segundo Sol”, muita gente acreditou que o autor João Emanuel Carneiro pretendia apostar no clássico “quem matou?”.

Ledo engano. Embora Laureta (Adriana Esteves) tenha assumido a culpa pelo “crime” diante da audiência quase em seguida ao episódio, começou-se a levantar a possibilidade de o assassinato de Remy não ter passado de uma encenação.

Hipótese esta que se confirmará nas próximas semanas, quando o vilão será visto por Luzia (Giovanna Antonelli) passeando por Salvador como se nada tivesse acontecido, levando a protagonista a concluir que foi vítima de mais uma armação dos vilões a fim de mandá-la para a prisão.

Assim como Remy, muitos outros personagens de novelas – não apenas antagonistas, mas também mocinhos – já se fizeram de mortos pelas mais diversas razões, porém depois retornaram para acertar as contas com a verdades. Vamos relembrar alguns casos marcantes.

Bia Falcão (Fernanda Montenegro) quis roubar a própria neta em “Belíssima” (Imagem: Divulgação / Globo)

1- Bia Falcão (Fernanda Montenegro), em “Belíssima” (2005)

A antagonista de “Belíssima”, atualmente em reprise, pregou uma peça não só nos personagens da história, mas do próprio público. Supostamente falecida nos primeiros meses da história, em um trágico acidente de carro, ela acabou sendo vista pela neta, Júlia (Glória Pires), batendo perna por um shopping de São Paulo, como se nada tivesse acontecido.

Bia até tentou contornar a situação, retornando à sua antiga casa como se nada tivesse acontecido, com a desculpa esfarrapada de que havia passado os últimos meses isolada na fazenda de uma amiga, sem saber que todos a criam morta.

Não colou, é claro, e a verdade aos poucos veio à tona: Bia havia arquitetado a farsa do próprio óbito, “escalando” Valdete (Leona Cavalli) para morrer em seu lugar, como parte de um plano maquiavélico e macabro para tirar de Júlia o comando das empresas da família.

Ramalho (Jonas Bloch) morreu duas vezes em “Bicho do Mato” (Imagem: Reprodução / Record)

2- Ramalho (Jonas Bloch), em “Bicho do Mato” (2006)

Milionário, mau caráter e sem nenhum escrúpulo, Ramalho foi daqueles vilões cujas maldades centralizam a história de toda uma novela, colecionando vítimas e desafetos em todos os núcleos.

Em dado momento da trama, temendo ser desmascarado e preso, o marido de Laura (Bia Seidl) resolveu forjar a própria morte como forma de sair de cena sem despertar suspeitas – e, claro, continuou fazendo das suas por debaixo dos panos, aproveitando-se de que todos os criam a sete palmos debaixo da terra.

Como sempre, a verdade acabou vindo à tona e uma nova reviravolta aconteceu: Ramalho foi assassinado de verdade, dando margem ao suspense sobre qual personagem teria dado cabo do grande antagonista da trama. No último capítulo, Lili (Ana Beatriz Nogueira) revelou-se a assassina e cometeu suicídio ao lado da irmã Ruth (Miriam Freeland), numa cena ao melhor estilo “Thelma & Louise”.

Raul Cadore (Alexandre Borges) quis bancar o esperto, mas se deu mal em “Caminho das Índias” (Imagem: Divulgação / Globo)

3- Raul (Alexandre Borges), em “Caminho das Índias” (2009)

Raul estava em crise na vida pessoal e no casamento com Sílvia (Débora Bloch) quando a psicopata Yvone (Letícia Sabatella) surgiu e viu nele a presa perfeita para seu mais novo golpe. Esperta, ela seduziu o empresário e o convenceu a forjar a própria morte para poderem recomeçar a vida juntos em Dubai.

Mas tudo o que é bom dura pouco, e Yvone, na primeira chance que teve, passou Raul para trás e fugiu com todo o dinheiro que ele havia desviado da empresa que tinha com o irmão, Ramiro (Humberto Martins). Sedento por vingança, o ex-milionário resolveu voltar ao Brasil, usando uma identidade falsa, para acertar as contas com Yvone e tentar recuperar a família que abandonara.

Isabela (Alice Wegmann) assumiu identidade falsa em “A Lei do Amor” (Imagem: Divulgação / Globo)

4- Isabela / Marina (Alice Wegmann), em “A Lei do Amor” (2016)

Garçonete e aspirante a universitária, Isabela nem imaginava que sua sincera paixão por Thiago (Humberto Carrão) a tornaria alvo do cruel Tião Bezerra (José Mayer), que queria o rapaz para marido de sua filha, Letícia (Isabella Santoni), e ordenou a morte da outra garota.

Isabela, porém, não apenas sobreviveu ao atentado armado por Tião como passou a acreditar, erroneamente, que fora Thiago quem tentara matá-la. Ela então ressurgiu como a massagista Marina (Alice Wegmann) a fim de seduzir o ex e vingar-se dele, destruindo seu casamento com Letícia.

Regina (Maria Pinna) infernizou a vida de Isabela (Larissa Manoela) em “Cúmplices de um Resgate” (Imagem: Reprodução / SBT)

4- Regina (Maria Pinna), em “Cúmplices de um Resgate” (2016)

As novelas infantis do SBT também tiveram seus “defuntos de araque”. Nesta história assinada por Íris Abravanel, a partir do original mexicano de mesmo nome, Regina foi a responsável por infernizar a vida das gêmeas Manuela (Larissa Manoela) e Isabela (Larissa Manoela), roubando Isabela ainda recém-nascida para dar o golpe na barriga no milionário Orlando Junqueira (Alexandre Barros) e, anos depois, sequestrando Manuela para obrigá-la a se passar pela irmã dentro do grupo musical que dá nome à história.

Quando todos os seus crimes vieram à tona, Regina supostamente morreu em um trágico acidente de carro, enquanto tentava escapar da polícia. A vilã, porém, na verdade havia sobrevivido ao desastre e retornou disfarçada de Paola Mendes (Maria Pinna), uma suposta produtora musical que tentava atrair Isabela para seus negócios com o objetivo de vingar-se da filha adotiva.

No final da história, Regina / Paola acaba revelando sua verdadeira identidade durante um surto psicótico e termina seus dias internada em um hospício.

Bela (Giselle Itié) acabou virando uma femme fatale em “Bela, a Feia” (Imagem: Divulgação / Record)

5- Bela (Giselle Itié), em “Bela, a Feia” (2009)

Nesta versão produzida pela Record para a novela colombiana “Betty, a Feia”, Giselle Itié deu vida à secretária feiosa que acaba caindo de amores pelo patrão conquistador, Rodrigo (Bruno Ferrari).

Embora a princípio repelido pela aparência pouco graciosa da funcionária, aos poucos Rodrigo acaba cativado pelas qualidades e apaixonando-se de verdade pela heroína. É quando os vilões Cíntia (Carla Regina), Verônica (Simone Spoladore) e Dinho (Thierry Figueira) se unem para dar cabo da moça, armando um atentado contra ela.

Bela, porém, acaba salva pela mãe desaparecida de seu amado, Vera (Sílvia Pfeiffer), que dá um banho de loja na heroína e a transforma em uma linda mulher. É quando Bela regressa, irreconhecível, fazendo-se passar pela executiva Valentina Carvalho (Giselle Itié) e cobrando uma por uma as maldades de que foi vítima.

Soraya (Itatí Cantoral) aprontou todas em “Maria do Bairro” (Imagem: Divulgação / SBT)

6- Soraya (Itatí Cantoral), em “Maria do Bairro” (1995)

Um clichê como o da “falsa-morte-seguida-de-ressurreição” não poderia faltar nas rocambolescas novelas mexicanas, certo? E, na terra da tequila, poucas vezes essa fórmula foi usada de forma tão emblemática como em “Maria do Bairro”.

Depois de fazer de tudo – mas tudo mesmo – para afastar a pobretona Maria (Thalía) de seu amado Luiz Fernando de la Vega (Fernando Colunga), a patricinha Soraya Montenegro acabou sendo dada como morta ao cair acidentalmente da janela do prédio onde se encontrava com seu amante, Osvaldo (Jorge Cáceres).

Soraya, porém, estava viva e planejando meticulosamente seu plano de vingança contra o casal principal, o qual só iniciaria 15 anos depois, rica após matar o próprio marido milionário, Oscar (Manuel Saval), e disposta a seduzir o filho de sua rival, Nandinho (Osvaldo Benavides), e usá-lo como isca para atingi-la.

Olívia (Patrícia de Sabrit) inventou irmã gêmea para se vingar em “Amor e Revolução” (Imagem: Divulgação / SBT)

7- Olívia (Patrícia de Sabrit), em “Amor e Revolução” (2011)

A Ditadura Militar foi o pano de fundo desta trama de Tiago Santiago, na qual a submissa Olívia sofria todo o tipo de violência nas mãos do marido milico, Filinto (Nico Puig), e acabou “morta” por ele ao descobrir seu envolvimento com uma organização paramilitar de caça aos comunistas.

Meses depois do crime, surge na vida de Filinto a sedutora Violeta (Patrícia de Sabrit), suposta irmã gêmea de Olívia que, embora idêntica à primeira, tem a personalidade oposta à dela: liberal, sexy e dona de si. Os dois se envolvem e, no dia de seu casamento com Filinto, Violeta revela que é na verdade a própria Olívia, tendo sobrevivido por milagre ao atentado do vilão e retornado a fim de reunir provas para destruir sua carreira militar.

Naomi (Flávia Alessandra) ganhou até clone robótico em “Morde e Assopra” (Imagem: Reprodução / Globo)

8- Naomi (Flávia Alessandra), em “Morde e Assopra” (2011)

A meta do cientista Ícaro (Mateus Solano) no começo desta história de Walcyr Carrasco era construir um robô que fosse similar a Naomi, esposa que ele cria falecida. Por isso, qual não foi a surpresa do protagonista ao vê-la reaparecer vivinha da silva, acompanhada por uma criança, Rafael (Henry Fiuka), que dizia ser filho dos dois.

Com o desenrolar da trama, Naomi acabou descobrindo que Ícaro havia criado uma versão robótica sua enquanto esteve desaparecida, e as duas Naomis, humana e máquina, passaram a disputar o coração do cientista. Ao fim da trama, a esposa de Ícaro confessou que havia forjado a própria morte em um acidente de barco para fugir com um amante, cansada de se sentir preterida pelos projetos científicos do marido.

Totó (Tony Ramos) desmascarou Clara (Mariana Ximenes) em “Passione” (Imagem: Divulgação / Globo)

9- Totó (Tony Ramos), em “Passione” (2010)

Vítima de abusos sexuais de Saulo Gouveia (Werner Schünemann) desde a mais tenra infância, Clara (Mariana Ximenes) queria se vingar apropriando-se da fortuna da família dele. Para isso, seduziu Totó, filho perdido e herdeiro direto da falecida Bete Gouveia (Fernanda Montenegro).

Uma vez casada com seu alvo, Clara usou a cumplicidade de Fred (Reynaldo Gianecchini) para tentar assassiná-lo, e acreditou piamente ter conseguido. Até que, na reta final do folhetim, Totó reapareceu para “avisá-la” de que ela havia caído na própria armadilha e sairia desse encontro inesperado direto para a prisão.

Filomena (Aracy Balabanian) e Francesca (Tereza Rachel) foram cúmplices em farsa de “A Próxima Vítima” (Imagem: Divulgação / Viva)

10- Francesca Ferreto (Tereza Rachel), em “A Próxima Vítima” (1995)

Esta antológica trama de Silvio de Abreu foi marcada pela sequência de assassinatos que justificava o título da obra – e o primeiro deles foi o de Francesca Ferreto (Tereza Rachel), “eliminada” na primeira semana do folhetim junto com Hélio (Francisco Cuoco). Ambos teriam sido envenenados na sala VIP do Aeroporto de Cumbica.

Nos episódios finais da história, porém, descobre-se que a morte de Francesca não passara de uma farsa. Ela encenou o próprio assassinato justamente para não se tornar uma vítima real do misterioso matador da trama – que se revelaria Adalberto (Cecil Thiré) – e se manteve durante vários meses escondida na Suíça, com a cumplicidade da irmã Filomena (Aracy Balabanian).

Saiba Mais:

“Segundo Sol”: Luzia é condenada pelo “assassinato” de Remy

“Segundo Sol”: Remy tenta matar Beto

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