Bolsonaro comprou briga com Edir Macedo antes de apontar Crivella para embaixada na África do Sul

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Bolsonaro cutucou Edir Macedo durante crise da Igreja Universal (Imagem: Reprodução – SBT / Montagem – RD1)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), algumas semanas antes de tentar o posto de embaixador do Brasil na África do Sul para Marcelo Crivella (Republicanos), entrou em conflito com Edir Macedo, tio do ex-prefeito do Rio de Janeiro, além de dono da Record e líder da Igreja Universal.

Em meio ao clima de tensão entre a Igreja Universal e Angola, o “capitão” foi parado por um senador aliado do bispo, que pediu providências para resolver os problemas da igreja no país africano.

Irritado, Bolsonaro respondeu na lata: “O que você quer que eu faça? Que eu mande invadir Angola?”. Depois de muito pensar, principalmente nos aliados da eleição de 2022, o Chefe do Executivo teve a ideia: Crivella na embaixada da África do Sul. A informação é do jornal O Globo.

A crise em Angola colocou a igreja contra o governo federal pela inércia do Itamaraty na questão. A Record usou o seu principal telejornal para críticas duras contra o “capitão”.

Em uma matéria sobre a situação da Igreja Universal em Angola, o âncora Luiz Fara Monteiro soltou críticas contra o Ministério das Relações Exteriores do Governo Bolsonaro, “que deveria proteger os brasileiros em Angola”.

“O governo brasileiro também foi omisso, e não atuou de forma ativa para evitar a deportação dos missionários”, criticou o apresentador.

No dia do panelaço, motivado pelo pronunciamento de Bolsonaro na TV, o Jornal da Record mostrou vídeos de manifestações anti-governo em Brasília, São Paulo e Fortaleza. Em um dos videos, uma mulher disse aos berros: “Fora, Bolsonaro!”.

Ainda de acordo com a reportagem, a avaliação de integrantes do Senado é clara: Crivella não terá problemas em ser aprovado, pois foi senador por dois mandatos e tem boas relações na Casa.

Caso seja aprovado pela África do Sul, Marcelo Crivella será sabatinado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado. A senadora Kátia Abreu (PP-TO), informou que só comentará a indicação caso ela seja oficializada.

Crivella foi preso em 22 de dezembro de 2020, oito dias antes do fim do seu mandato, após ser denunciado como chefe de um suposto grupo criminoso que teria criado um esquema de cobrança de propina na prefeitura do Rio de Janeiro. Ele passou uma noite na delegacia.

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