Boris Casoy revela motivo pelo qual apoiou o golpe de 64 e critica Lula

Boris Casoy
Boris Casoy falou sobre o apoio ao golpe de 64 (Imagem: Reprodução/ Globo)

Boris Casoy decidiu explicar a Pedro Bial, na Globo, o motivo que o levou a, durante a juventude, apoiar o golpe militar que o país sofreu em 1964. O jornalista declarou que tinha medo do comunismo.

“Minha mãe já estava muito doente, ela acabou falecendo em agosto de 64, mas ela dizia que parecia a Rússia, olha esse movimento, esse comício. Essa era uma influência sentimental. Agora o que me levou a apoiar 64, eu tinha 23 anos, estava começando a faculdade, era uma profunda convicção democrática. Eu tinha pânico do comunismo”, desabafou no Conversa com Bial.

O apresentador ainda destacou: “Já tinha acontecido em Cuba, tinha sinais, muita gente que queria aquilo, certamente iludida, imaginando que era igualdade e fraternidade, uma tremenda ilusão. Tinha pânico daquilo”.

“O que era na minha cabeça de golpe de 64? Era uma limpeza. O golpe se dizia, a gente chamava de revolução, contra a corrupção e a favor da democracia. Essas duas coisas foram sendo devagarzinho abandonadas, havia uma promessa de realização de eleições, apareceram os candidatos e as coisas foram se complicando, a gente ficou sabendo da tortura”, comentou ele.

Boris Casoy, então, completou: “Você passa a não concordar com uma série de fatores que foram levados a efeito por esse golpe e ficou mais de 20 anos. Não era isso que a gente imaginava”.

Ainda no programa, o famoso elogiou a operação Lava Jato e alfinetou a possível candidatura do ex-presidente da república, Luís Inácio Lula da Silva (PT), nas eleições presidenciais de 2022

“O Lula foi liberado pra ser candidato a presidência da república depois de tudo que ele aprontou, de tudo que o PT aprontou. As pessoas estão sendo soltas e de repente você olha que algumas pessoas e empresas podem até ser indenizadas”, disse o apresentador.

Sobre a Operação Lava Jato, ele ressaltou: “Foi uma grande novidade, fez a diferença. Eu na minha vida já longa não tinha assistido um fato como esse, quando você tinha um país que não punia os seus ladrões e de repente aparece um grupo de juízes, de promotores, que começam a reagir ante a uma situação absurda onde se tolerava, se achava que a vida era assim. Eu senti esperanças”.

Luiz Fábio Almeida
Luiz Fábio Almeida é jornalista, produtor multimídia e um apaixonado pelo que acontece na televisão. É redator e colunista do RD1. Está nas redes sociais no @luizfabio_ca e também pode ser através do email [email protected]
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