Cauã Reymond lamenta tragédia na Cinemateca e exalta novo trabalho na Globo

Cauã Reymond
Cauã Reymond fala sobre Cinemateca e Um Lugar ao Sol, a próxima novela das 21h (Imagem: Reprodução / Globo)

Cauã Reymond engrossou a lista de atores que manifestou a sua indignação pela tragédia na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. No final de junho, a sede do local pegou fogo e destruiu itens de alto valor para a cultura cinematográfica do país. No desabafo, ele não escondeu sua frustração.

“Fiquei muito triste, até compartilhei o vídeo da Fernanda [Montenegro], muito bem colocado. Estamos vivendo um desmonte cultural. Tenho a tendência de manter um discurso positivo, para mim mesmo, mas tem horas que ficamos frustrados”, admitiu em entrevista ao jornal O Globo.

“É nossa memória que estamos perdendo. Mas também tento acreditar que momentos como esse geram criatividade, que a cultura consegue se superar através das obras, canções, e que nós, artistas, seguiremos”, salientou.

Protagonista de Um Lugar ao Sol, a próxima novela das 21h da Globo, Cauã Reymond contou que a pandemia deu um grau de dificuldade maior para as gravações:

“A pandemia trouxe um grau de dificuldade absurdo, mas também trouxe mais foco. Os sets ficaram mais silenciosos, temos menos brincadeiras, menos tempo para filmar, filmamos um número de páginas menor, o que é um desafio para a produção e para a direção. É um aprofundamento diferente para o trabalho”.

O famoso disse que a novela “é o maior desafio” profissional da sua carreira como ator “devido à complexidade do texto da Lícia [Manzo] e à carga de trabalho”.

“Espero que minha caminhada até aqui tenha me preparado para isso”, desejou. Reymond deu pistas sobre o novo formato da novela:

“Em nenhum momento a gente sabia que seria uma obra fechada, o que é mais louco. Ia estrear em março, tivemos dois momentos para parar as gravações. Tudo isso me trouxe mais para dentro da trama, como poucas vezes eu tive”.

O artista foi chamado para o papel de gêmeos, Christian e Renato, e se mostrou ansioso pela resposta do público. “Mais do que nunca, eu não faço a menor ideia [da visão do público]. Ontem, eu estava ouvindo uma entrevista do Leonardo Di Caprio sobre O lobo de Wall Street, e ele comentou que enquanto fazia um personagem tão baixo, que enganava tanta gente, ele se preocupava em reafirmar que ainda era humano. Foi ótimo ouvir isso agora”, declarou.

“Eu faço dois irmãos tão diferentes, tão dúbios, ambíguos, não tem bom ou mau, a Lícia constrói isso tão bem, que também fico pensando ‘caramba, tomara que o público compre’. Isso está nas minhas orações, sem querer ser piegas. Espero que o público compre a nossa história”, expressou.

Da Redação
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