Celso Portiolli nega maus-tratos contra rã e pede para deixar ação judicial

Celso Portiolli
No Domingo Legal, uma rã foi apresentada aos convidados (Imagem: Reprodução/SBT)

A polêmica envolvendo Celso Portiolli e uma rã durante o quadro ‘Cardápio Surpresa‘ do Domingo Legal, exibido em abril, ganhou um novo capítulo.

Na terça-feira passada (9), o apresentador apresentou sua defesa formal nos autos do processo judicial movido por entidades de defesa animal e solicitou seu desligamento do caso, pedindo para “ser excluído do banco de réus”.

Portiolli argumentou que a participação do animal foi breve e que as alegações de sofrimento e estresse são “exacerbadas”.

O comunicador destacou que ele apenas apresentava o programa e não foi o responsável pela criação do quadro em si. As informações são da colunista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles

Mas o que aconteceu com a rã?

Durante a gravação do ‘Cardápio Surpresa’, um dos quadros mais inusitados do Domingo Legal, uma rã foi apresentada aos convidados.

A situação gerou alvoroço quando a chef de cozinha mencionou que rãs eram trituradas para a receita.

Assustado com os gritos, o animal escapou, e Portiolli correu para capturá-lo, exibindo-o para as câmeras. A cena provocou uma Ação Civil Pública (ACP) contra o apresentador e o SBT.

As organizações denunciantes apontaram que a rã foi exposta a estresse intenso, manuseio inadequado e excesso de ruído e luz.

A defesa de Portiolli reforça que estresses momentâneos e breves não podem ser configurados como maus-tratos, e que não houve comprovação de dor ou trauma ao animal.

O apresentador também questionou a validade de um parecer técnico veterinário que, segundo ele, baseou-se apenas em observações de fotos e vídeos, sem exames diretos no anfíbio, dificultando a presunção de crueldade.

Em abril, a Justiça de São Paulo já havia determinado que o SBT precisaria de autorização prévia de um veterinário e seguir protocolos básicos contra maus-tratos para usar animais em sua programação, enquanto o processo estiver em andamento.

A ONG Canto da Terra, uma das autoras da denúncia, afirmou que “as alegações e provas apresentadas devem ser analisadas pelo Poder Judiciário, que definirá a eventual responsabilidade de cada envolvido na produção e exibição do conteúdo”.

A ONG também agradeceu a opinião não técnica de Portiolli sobre o caso.

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mariaclara

Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_