Cenas da série de Elize Matsunaga acabam virando meme no Twitter; confira todas!

Série de Elize Matsunaga repercute na web (Imagem: Reprodução / Netflix)

O documentário sobre Elize Matsunaga, produzido pela Netflix, é um drama que está chamando a atenção dos usuários da plataforma, mas nas redes sociais, os internautas acabaram transformando a tragédia em vários memes.

Trechos do documentário, com falas inusitadas, repercutiram entre o público, que também fez questão de detonar a forma machista com a qual o caso foi conduzido por parte da família da vítima e a parte da acusação.

Além disso, comentários por parte de apresentadores de programas policiais, como Geraldo Luís, da Record, também apareceram na série e foram detonados pelos expectadores do documentário.

Em uma das cenas, Elize Matsunaga é questionada sobre o seu estado civil e, após alguns segundos de silêncio, responde: “Viúva”. No Twitter, uma pessoa brincou com a situação e disparou: “Viúva por opção”.

“Tipo de divórcio: Separação de corpos”, reagiu outro, debochando da forma com a qual o corpo da vítima foi picado por ela e colocado dentro de três grandes malas.

“A Elize Matsunaga falando que seu estado civil é viúva me lembrou a Suzane von Richthofen lamentando por não ter pais para visitá-la na cadeia”, relembrou outra, citando a menina que matou os pais.

“Divorciada porque tem que ser até que a morte os separe”, brincou mais uma pessoa. Vale lembrar que a protagonista da série assumiu ter matado o herdeiro da empresa Yoki, Marcos Matsunaga.

Ela veio do interior do Paraná e conheceu o ricaço em um site de prostituição, já que era garota de programa.

Eles se apaixonaram e a moça decidiu largar a antiga vida, enquanto ele decidiu parar de contratar prostitutas. No entanto, em 2012, ela descobriu que ele tinha uma amante há mais de dois anos.

Foi aí que Elize Matsunaga o matou com um tiro no apartamento onde moravam em São Paulo e cortou o corpo em vários pedaços, que foram colocados dentro de várias malas de viagem em uma mata.

O crime foi confessado e Elize foi condenada à 19 anos, 11 meses e um dia de prisão em regime fechado. O documentário contará com a primeira entrevista de Eliza em 2019, sete anos depois do crime.

Na entrevista, o público tenderá a ficar dividido sobre as suas motivações, já que a produção foi gravada de forma humanizada, com empatia por Eliza, que é acusada até hoje pela família do assassinado.

Eles a consideram uma criminosa que quis dar o golpe do baú motivada pelo interesse na herança. Enquanto isso, a família da acusada dizem que seus atos foram tomados pela emoção.

“Assistindo o documentário da Elize Matsunaga é nítido que o machismo imperou nos profissionais envolvidos no caso. A mulher foi mais demonizada por ter sido prostituta do que pelo ato criminoso”, criticou uma pessoa.

Durante o julgamento, uma prima da vítima chega a dizer: “O Marcos era o marido que toda mulher gostaria de ter”. Mas é rebatida: “Você gostaria de ter um marido que a traísse?”. E limita-se a responder: “Não”.

Outra pessoa que repercutiu no documentário foi o legista que analisou o corpo da vítima, que fez declarações como “o corpo fala sozinho, a senhora tem que perguntar” e que “as pessoas são mais bonitas por dentro”.

Confira o trailer e a repercussão:

Lucas Medeiros
Lucas Medeiros é formado em Comunicação Social e escreve sobre o dia a dia da TV.
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